| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.creator | Santana, Ariane Teixeira de | - |
| dc.date.accessioned | 2023-10-18T13:23:25Z | - |
| dc.date.available | 2023-10-18T13:23:25Z | - |
| dc.date.issued | 2022-06-28 | - |
| dc.identifier.citation | SANTANA, Ariana Teixeira de. Essa dor tem cor: uma análise interseccional no fenômeno da violência obstétrica. 2022. 93 f. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde, Salvador, 2022. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/38084 | - |
| dc.description.abstract | Introduction: Obstetric violence affects many women and people with uterus, in unrestricted
ways. Although it has already been proven that black women are the ones who experience this
phenomenon the most around the world. Given the above, the theme is relevant in the context
of reflection on health practices in the obstetric scenario in Brazil, and how it is guided. Since
it intends to deepen the knowledge about the occurrence of the phenomenon of obstetric
violence, according to the perception of those who live. Seeking to contribute in this way, to
the construction of more respectful, qualified care practices, and that provide satisfaction for
women and people with uterus. Objectives: This study sought to: understand women's
perceptions of the phenomenon of obstetric violence in childbirth care and the interface with
race and gender. Method: This is an exploratory, descriptive research with a qualitative
approach. The study was carried out in the Municipality of Salvador in the State of Bahia. The
scenario of occurrence was a Public Maternity of the direct administration of the State, which
provides obstetric services of low risk. Data collection took place from November 2021 to
February 2022. Twenty-five women participated in this study. As a data collection instrument,
a semi-structured and structured interview script was used, where the interview combined open
and closed questions. The participants' speeches were recorded, after signing the Informed
Consent Term, and transcribed. To structure the analysis of the speeches, the Content Analysis
proposed by Bardin was used. The concept of social markers and the epistemology of
intersectionality were used to guide the analysis of the information. The participants in this
research were between 16 and 24 years old, all participants declared themselves to be of black
race/color, most of them carry out unpaid activities and had completed high school. Results:
Thematic units emerged, which were grouped into four categories, where it was possible to
understand the phenomenon of obstetric violence from the perception presented by the
interviewees. Women attributed obstetric violence to a series of conditions considered
degrading, humiliating, disrespectful and abusive. Associating its occurrence with gender and
social class, most women in this study were not able to relate the interaction between obstetric
violence and racism. The women pointed out the conflicting feeling in the perception of being
raped by other women. There is also the perception of obstetric violence in the context of the
precarious conditions present in the health systems. Conclusion: I reaffirm the need for greater
efforts by States, managers, professionals and society to advance in the fight against obstetric
violence. So that all women and people with a uterus can receive high-quality, respectful,
evidence-based, comprehensive and equitable care, which strengthens policies to combat
racism and guarantees autonomy in decisions about the reproductive process. In order to
provide individual and pleasurable experiences throughout your obstetric trajectory from the
lens of reproductive justice. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação do Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA | pt_BR |
| dc.subject | Violência obstétrica | pt_BR |
| dc.subject | Racismo em saúde | pt_BR |
| dc.subject | Violência de gênero | pt_BR |
| dc.subject | Assistência ao parto | pt_BR |
| dc.subject.other | Obstetric Violence | pt_BR |
| dc.subject.other | Racism in health | pt_BR |
| dc.subject.other | Gender-Based Violence | pt_BR |
| dc.subject.other | Childbirth care | pt_BR |
| dc.title | Essa dor tem cor: uma análise interseccional no fenômeno da violência obstétrica | pt_BR |
| dc.title.alternative | This pain has color: an intersectional analysis of the phenomenon of obstetric violence | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF) | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Couto, Telmara Menezes | - |
| dc.contributor.advisor1ID | https://orcid.org/0000-0001-6836-8563 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7311820718433943 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co1 | Góes, Emanuelle Freitas | - |
| dc.contributor.advisor-co1ID | https://orcid.org/0000-0001-9288-6723 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7884228259408443 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Couto, Telmara Menezes | - |
| dc.contributor.referee1ID | https://orcid.org/0000-0001-6836-8563 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7311820718433943 | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Santos, Amalia Nascimento do Sacramento | - |
| dc.contributor.referee2ID | https://orcid.org/0000-0003-4536-867X | pt_BR |
| dc.contributor.referee2Lattes | ttp://lattes.cnpq.br/2667585687425344 | pt_BR |
| dc.contributor.referee3 | Almeida, Lilian Conceição Guimarães de | - |
| dc.contributor.referee3ID | https://orcid.org/0000-0001-6940-9187 | pt_BR |
| dc.contributor.referee3Lattes | http://lattes.cnpq.br/3667873478174449 | pt_BR |
| dc.contributor.referee4 | Rivemales, Maria da Conceição Costa | - |
| dc.contributor.referee4ID | https://orcid.org/0000-0001-7773-4772 | pt_BR |
| dc.contributor.referee4Lattes | http://lattes.cnpq.br/5493326633335632 | pt_BR |
| dc.creator.ID | https://orcid.org/0000-0001-6264-7115 | pt_BR |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3195157852448844 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Introdução: A violência obstétrica atinge mulheres e pessoas com útero de formas irrestrita,
sendo as mulheres negras as mais afetadas por esse fenômeno em todo mundo. Diante deste
exposto, a temática se revela pertinente no contexto da reflexão sobre as práticas de saúde no
cenário obstétrico do Brasil, e como ela se pauta. Uma vez que buscamos pretende aprofundar
o conhecimento sobre a ocorrência do fenômeno da violência obstétrica, segundo a percepção
de quem vive. Buscando contribuir desta forma, para a construção de práticas assistenciais mais
respeitosas, qualificadas, e que proporcione satisfação para as mulheres e pessoas com útero.
Objetivos: Este estudo teve buscou: conhecer as percepções de mulheres sobre o fenômeno da
violência obstétrica na assistência ao parto e a interface com raça e gênero. Método: Trata-se
de pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem qualitativa. O estudo foi realizado no
Município de Salvador do Estado da Bahia. O cenário de ocorrência foi uma Maternidade
Pública da administração direta do Estado, que fornece serviços obstétricos de baixo risco. A
coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2021 a fevereiro de 2022. Participaram
deste estudo 25 mulheres. Como instrumento de coleta de dados foram utilizados um roteiro de
entrevista semiestruturada e estruturada, onde as entrevistas continham perguntas abertas e
fechadas. As falas das participantes foram gravadas após assinatura do Termo de
Consentimento Livre Esclarecido e transcritas. Para estruturar a análise das falas foi utilizado
a Análise do Conteúdo proposta por Bardin. O conceito dos marcadores sociais e epistemologia
da interseccionalidade foram utilizados para nortear a análise das informações. As participantes
desta pesquisa tinham idade entre 16 e 24 anos, todas as participantes declararam-se da raça/cor
negra, a maioria exerce atividades não remuneradas e possuía nível médio completo.
Resultados: Emergiram unidades temáticas, as quais foram agrupadas em quatro categorias,
onde foi possível compreender o fenômeno da violência obstétrica a partir da percepção
apresentada pelas entrevistadas. As mulheres atribuíram a violência obstétrica a uma série de
condições consideradas degradantes, humilhantes, desrespeitosas e abusivas. As mulheres
apontaram o sentimento conflituoso na percepção de serem violentadas por outras mulheres.
As mulheres associaram que o gênero e a classe social têm influências diretas na ocorrência da
violência obstétrica. Há ainda a percepção da violência obstétrica no contexto das condições
precárias presentes nos sistemas de saúde. Conclusão: Reafirmo a necessidade de maiores
esforços do Estados, gestores, profissionais e sociedade para avançar no combate à violência
obstétrica. Para que todas as mulheres e pessoas com útero possam receber cuidados de alta
qualidade, respeitosos, baseados em evidências, integral e equânime, que fortaleça políticas de
combate ao racismo e garanta autonomia nas decisões sobre o processo reprodutivo. A fim de
proporcionar experiências individuais e prazerosas em toda sua trajetória obstétrica a partir da
lente da justiça reprodutiva. | pt_BR |
| dc.publisher.department | Escola de Enfermagem | pt_BR |
| dc.type.degree | Mestrado Acadêmico | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGENF)
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