| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.creator | Santos, Andressa de Andrade | - |
| dc.date.accessioned | 2023-09-21T09:46:50Z | - |
| dc.date.available | 2023-09-21T09:46:50Z | - |
| dc.date.issued | 2023-07-14 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37843 | - |
| dc.description.abstract | Introduction: Chronic illness requires continuous care from individuals and requires that
health care modes include interprofessional and intercultural actions. Thus, the subjects
compose their therapeutic itineraries, both via the institutionalized sphere of health services,
and through the “informal” field, such as religious practices and homemade medications. In this
plot, the biomedical model is predominant in the ways services are organized, in the
professionals' work processes and in the way users build their paths in the health care network
– formal or informal. In this context, diabetes brings with it implications that often require
changes in daily activities, social, family and work relationships. In addition, when not properly
controlled, it is responsible for several complications, among which the diabetic foot. Diabetic
foot is a very serious problem, since it is responsible for greater chances of lower limb
amputation. This study analyzes the therapeutic itineraries of individuals with lower limb
amputation due to diabetic foot. Methodology: This is a qualitative research, developed with
20 people who had amputation of lower limbs due to diabetic foot, living in rural and urban
areas of Vitória da Conquista, Bahia. Data production involved in-depth semi-structured
interviews and data were analyzed using Thematic Content Analysis, with the Holistic Analysis
of Therapeutic Itineraries as theoretical-methodological support. Results: Four dimensions
were evidenced: 1) Facing the illness - senses and meanings lead behaviors. The understanding
of the health-disease-care process, influenced by the sociocultural context, defined the starting
moment of the search for care. The absence of symptoms delayed the search for assistance and
limited knowledge about the disease conditioned the reluctant behavior. In addition, the illness
brought suffering to the subjects who felt powerless when facing the complications of the
disease. 2) Dealing with vulnerabilities – economic and social aspects mark IT decisions. The
subjects lived in socioeconomic vulnerability and this condition worsened with the amputation.
The long waiting periods in the public network led the subjects to search for private services,
negatively affecting the financial capacity of the families, once aggravating the health situation
due to the economic impossibility of continuing the care in this way. In addition, geographic
and economic barriers made it difficult to access health care in a timely manner, since there was
a lack of health transport; 3) Mishaps along the way – the search for assistance in the care
arenas. The search for care in the formal network was undertaken mostly by the user himself.
However, the lack of guidance and referrals by primary health care (PHC) professionals to other
points of care may have delayed timely care. This scenario led users to look for other gateways.
Furthermore, the lack of counter-referral to the family health unit (USF) led users to seek PHC
only in the face of occasional needs after the amputation. Along with care in the formal arena,
the subjects concomitantly used informal care, which ranged from religious practices to
domestic care; 4) Experiencing illness – assessments of care experiences. Long queues for
appointments and exams delayed timely care, generating user dissatisfaction. The absence and
turnover of physicians compromised longitudinality in the PHC, leading users to look for these
professionals in the private sector. The pandemic was also an important limiting factor in
access. These obstacles generated judicialization processes, evidencing access difficulties
present in therapeutic itineraries, pointing to dysfunctions in the health system. Final
Considerations: The therapeutic itinerary of different people signaled the multiplicity of
experiences and the (lack of) care that permeates the different arenas. The symbolic aspects
constructed from the sociocultural experiences of the subjects, composed understandings about
health-disease-care, defining choices and behaviors along the way. Living conditions
surrounded by vulnerabilities widened the gaps in access to health, placing subjects in even
more unfavorable social situations. The pathways also exposed important obstacles related to
fragile arrangements in the health care network, with incipient coordination of care by the PHC,
leaving users at the mercy of building their own care map. | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA | pt_BR |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | * |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | * |
| dc.subject | Itinerário Terapêutico | pt_BR |
| dc.subject | Doença Crônica | pt_BR |
| dc.subject | Diabetes Mellitus | pt_BR |
| dc.subject | Pé diabético | pt_BR |
| dc.subject | Atenção Primária à Saúde | pt_BR |
| dc.subject | Serviços de Saúde | pt_BR |
| dc.subject | Acesso aos Serviços de Saúde | pt_BR |
| dc.subject.other | Therapeutic Itinerary | pt_BR |
| dc.subject.other | Chronic disease | pt_BR |
| dc.subject.other | Diabetes Mellitus | pt_BR |
| dc.subject.other | Diabetic foot | pt_BR |
| dc.subject.other | Primary Health Care | pt_BR |
| dc.subject.other | Health services | pt_BR |
| dc.subject.other | Access to Health Services | pt_BR |
| dc.title | Itinerário Terapêutico de pessoas acometidas por amputação em decorrência de pé diabético: enredos de (des)cuidado. | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC - IMS) | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Santos, Adriano Maia dos | - |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8439829813078464 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Santos, Adriano Maia dos | - |
| dc.contributor.referee2 | Louzado, José Andrade | - |
| dc.contributor.referee3 | Riquinho, Deise Lisboa | - |
| dc.creator.ID | https://orcid.org/0000-0002-5290-981X | pt_BR |
| dc.creator.Lattes | https://lattes.cnpq.br/4609548016579903 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Introdução: O adoecimento crônico requer cuidados contínuos dos indivíduos e impõe que os
modos de atenção à saúde incluam ações interprofissionais e interculturais. Assim, os sujeitos
compõem seus itinerários terapêuticos, tanto via esfera institucionalizada dos serviços de saúde,
quanto por meio no campo “informal” como práticas religiosas e medicações caseiras. Neste
enredo, o modelo biomédico é predominante nos modos de organização dos serviços, nos
processos de trabalho dos profissionais e na forma como os usuários constroem seus caminhos
na rede de atenção à saúde – formal ou informal. Nesse contexto, o diabetes traz consigo
implicações que exigem, muitas vezes, mudanças nas atividades cotidianas, nas relações
sociais, familiares e de trabalho. Além disso, quando não controlado adequadamente, é
responsável por diversas complicações, dentre as quais o pé diabético. O pé diabético é um
problema muito grave, uma vez que é responsável por maiores chances de amputação de
membros inferiores. Este estudo analisa os itinerários terapêuticos de indivíduos com
amputação de membros inferiores em decorrência de pé diabético. Metodologia: Trata-se de
uma pesquisa qualitativa, desenvolvida com 20 pessoas que tiveram amputação de membros
inferiores por pé diabético, residentes nas zonas rural e urbana de Vitória da Conquista, Bahia.
A produção de dados envolveu entrevista semiestruturada em profundidade e os dados foram
analisados mediante Análise Temática de Conteúdo, tendo como suporte teórico-metodológico
a Análise Holística de Itinerários Terapêuticos. Resultados: Foram evidenciadas quatro
dimensões: 1) Enfrentando o adoecimento - sentidos e significados conduzem comportamentos.
A compreensão sobre o processo saúde-doença-cuidado influenciada sob o contexto
sociocultural, definiu o momento de início da busca por cuidado. A ausência de sintomas
retardou a busca por assistência e o conhecimento restrito sobre a doença condicionou o
comportamento relutante. Além disso, o adoecimento trouxe sofrimento aos sujeitos que se
sentiram impotentes diante do enfrentamento das complicações doença. 2) Lidando com as
vulnerabilidades – aspectos econômicos e sociais marcam as decisões no IT. Os sujeitos viviam
em vulnerabilidade socioeconômica e essa condição agravou-se com a amputação. Os longos
períodos de espera na rede pública levaram os sujeitos a busca por serviços privados, incidindo
negativamente na capacidade financeira das famílias, outrora agravando a situação de saúde
diante da impossibilidade econômica em dar continuidade ao cuidado por essa via. Além disso,
barreiras geográficas e econômicas dificultaram o acesso à saúde em tempo oportuno, uma vez
que havia ausência de transporte sanitário; 3) Percalços no caminho – a busca por assistência
nas arenas de cuidado. A procura por cuidado na rede formal foi empreendida majoritariamente
pelo próprio usuário. Porém, a ausência de orientação e encaminhamentos por parte de
profissionais da atenção primária à saúde (APS) a outros pontos de atenção pode ter retardado
o cuidado oportuno. Esse cenário levou os usuários a procurarem por outras portas de entrada.
Ademais, a ausência de contrarreferência para a unidade de saúde da família (USF) levou os
usuários a procurarem a APS somente diante necessidades pontuais após a amputação. Junto ao
cuidado na arena formal, os sujeitos concomitantemente utilizaram cuidados informais, que
foram desde práticas religiosas a cuidados domésticos; 4) Experienciando o adoecimento –
avaliações das vivências do cuidado. Longas filas de espera para consultas e exames retardou
o cuidado oportuno, gerando insatisfação dos usuários. A ausência e rotatividade de médicos
comprometeu a longitudinalidade na APS, levando os usuários a procurarem por esses
profissionais na iniciativa privada. A pandemia também foi um importante limitador de acesso.
Esses obstáculos geraram processos de judicialização evidenciando dificuldades de acesso
presentes nos itinerários terapêuticos apontando disfunções do sistema de saúde.
Considerações Finais: O itinerário terapêutico das diferentes pessoas sinalizou a
multiplicidade de experiências e o (des)cuidado que perpassa as distintas arenas. Os aspectos
simbólicos construídos a partir das vivências socioculturais dos sujeitos, compuseram
compreensões acerca de saúde-doença-cuidado definindo escolhas e comportamentos durante
os caminhos. A condição de vida cercada de vulnerabilidades ampliou os abismos de acesso à
saúde, colocando os sujeitos em situações sociais ainda mais desfavoráveis. Os percursos,
ainda, expuseram importantes entraves referentes a frágeis arranjos da rede de atenção à saúde,
com incipiente coordenação do cuidado pela APS, deixando os usuários à mercê da construção
de seu próprio mapa de cuidado. | pt_BR |
| dc.publisher.department | Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) | pt_BR |
| dc.type.degree | Mestrado Acadêmico | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGSC - IMS)
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