| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Fraga Filho, Cid Seixas | - |
| dc.contributor.author | Coutinho, Denise | - |
| dc.creator | Coutinho, Denise | - |
| dc.date.accessioned | 2019-04-10T17:06:44Z | - |
| dc.date.available | 2019-04-10T17:06:44Z | - |
| dc.date.issued | 2019-04-10 | - |
| dc.date.submitted | 2004-04-02 | - |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29264 | - |
| dc.description.abstract | Apresenta-se uma contribuição teórica aos estudos literários, articulando Literatura e Psicanálise,
práticas da letra e da escritura. Memória e contingência são dois nomes desta conjugação.
Memória é operação psíquica que inclui, necessariamente, o par lembrança-esquecimento. A
contingência é uma modalidade lógica definida por Aristóteles como ausência e presença de um
argumento sem corrupção do sujeito. À la recherche du temps perdu e o Projeto de uma
psicologia fornecem esboços muito semelhantes da cartografia psíquica do homem
contemporâneo, demonstrando que a escritura é feita de traços de memória, reatualizados por
fatos contingentes e sobredeterminados pela cadeia significante. Tomar a função da arte como
“inexprimir o exprimível” (Barthes), é levar em consideração que a escritura, construída em
análise ou numa produção literária, opera mediante a perda. Isto se dá por razões de estrutura,
pois sua matéria é o furo constitutivo da linguagem. Formulado pela psicanálise e incorporado à
literatura contemporânea, o inconsciente apresenta sua estrutura de linguagem ¾ sob a forma de
letra, fonema, palavra, frase, chiste, sonho, sintoma, lapso ¾ na escritura. Os trabalhos de Proust
e Freud indicam algumas conclusões. Como a percepção é condicionada pelo desejo e sustentada
na configuração fantasmática, o aparelho de memória articula-se com a verdade do sujeito pela
via da linguagem, da ficção. Os traços inscritos não possuem significação prévia, passado é
sempre reconstrução. A escritura literária diz respeito ao gozo ligado ao atravessamento do corpo,
produzindo um sujeito modificado por este corte. Esta nova produção discursiva não constitui
criação ex-nihilo, mas provém de um modo diferente de repetir, aqui chamado invenção. O
símbolo separa o sujeito da Coisa, tornando o real impossível de ser apreendido. Através da
contingência dos fatos de linguagem, a escritura transforma o impossível de dizer em ditos que
ecoam e produzem efeitos objetivos, subjetivos, éticos e estéticos na cultura. Num movimento de
retorno sobre a operação de simbolização, o escritor descasca a palavra de seus sentidos
acomodados, fazendo-a readquirir, no limite, sua materialidade visual e acústica, borrada pelas
lembranças, sempre recobridoras. Memória é, portanto, o tempo perdido e reinventado na
escritura. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A theoretical contribution to literary studies is presented at the interface of Literature and
Psychoanalysis, which are both practices of letter and writing. Memory and contingency are two
names for this conjugation. Memory is psychic operation that necessarily includes the
remembering-forgetting dyad. Contingency is a logical modality defined by Aristotle as absence
and presence of an argument without subject corruption. À la recherche du temps perdu and
Entwurf einer Psychologie supply sketches similar to contemporary man's psychic cartography,
demonstrating that writing is made of mnemic-traces, updated by contingent facts and overdetermined
by the chain of signifiers. If one take art’s function as that of "unexpressing the
expressible" (Barthes) one might then consider that writing built in psychoanalysis or in literary
production operates through loss. And this is so for structural reasons: the matter of writing is
language’s constituent hole. Conceived by psychoanalysis and integrated in contemporary
literature, the unconscious presents its language structure in writing, through letters, phonemes,
words, phrases, jokes, dreams, symptoms, bungled actions. Proust and Freud’s works pose some
conclusions. As perceptions are conditioned by desire and supported by the phantasmal
configuration, the apparatus of memory is articulated with the subject's truth by means of
language and fiction. Inscriptions do not possess previous meaning; past is always reconstruction.
Literary writing concerns the jouissance that emerges from the trespassing of the body and that
produces a subject modified by this cut. This new discursive production is not an ex-nihilo
creation; it comes from a different mode of repeating, here called invention. Symbol separates
subject from das Ding [the Thing], turning the real something impossible to be apprehended.
Writing transforms the unspeakable, through contingency of language facts, into statements that
echo and produce objective, subjective, ethical, and aesthetic effects on culture. The writer
returns to the operation of symbolization in order to peel the word off of its trite senses, making it
reacquire its visual and acoustic materiality, blurred by ever concealing memories. Memory is
thus time lost and reinvented in writing. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Literatura e psicanálise | pt_BR |
| dc.subject | Escritura | pt_BR |
| dc.subject | Invenção | pt_BR |
| dc.subject | Proust, Marcel, 1871-1922 | pt_BR |
| dc.subject | Freud, Sigmund, 1856-1939 | pt_BR |
| dc.subject | Ficção | pt_BR |
| dc.subject | Memória | pt_BR |
| dc.subject | Contingência (Filosofia) | pt_BR |
| dc.subject | Sobredeterminação | pt_BR |
| dc.subject | Gozo | pt_BR |
| dc.subject | Materialidade | pt_BR |
| dc.subject | Sublimação (Psicologia) | pt_BR |
| dc.subject | Literature | pt_BR |
| dc.subject | Psychoanalysis | pt_BR |
| dc.subject | Memory | pt_BR |
| dc.subject | Contingency (Philosophy) | pt_BR |
| dc.subject | Writing | pt_BR |
| dc.subject | Fiction | pt_BR |
| dc.subject | Over-determination | pt_BR |
| dc.subject | Jouissance | pt_BR |
| dc.subject | Invention | pt_BR |
| dc.subject | Materiality | pt_BR |
| dc.subject | Sublimation (Psychology) | pt_BR |
| dc.title | Tempo perdido e reinventado: memória e contingência em literatura e psicanálise | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co | Biehl, João Guilherme | - |
| dc.contributor.referees | Fraga Filho, Cid Seixas | - |
| dc.contributor.referees | Herrera, Antonia Torreão | - |
| dc.contributor.referees | Salah, Jacques Abd-El-Krim Saidi | - |
| dc.contributor.referees | Costa, Jurandir Freire | - |
| dc.contributor.referees | Laia, Sérgio Augusto Chagas de | - |
| dc.publisher.departament | Instituto de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
| dc.publisher.country | brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | Lingüística, Letras e Artes | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGLL)
|