| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Negro, Antonio Luigi | - |
| dc.contributor.author | Carvalho, Philipe Murillo Santana de | - |
| dc.creator | Carvalho, Philipe Murillo Santana de | - |
| dc.date.accessioned | 2017-06-27T23:44:45Z | - |
| dc.date.available | 2017-06-27T23:44:45Z | - |
| dc.date.issued | 2017-06-27 | - |
| dc.date.submitted | 2015 | - |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/23329 | - |
| dc.description.abstract | O principal objetivo desta tese é analisar a relação entre os trabalhadores, o associativismo e a
política no sul da Bahia – Ilhéus e Itabuna – entre 1918 e 1934. Desde o final da década de
1910, o contingente de trabalhadores se tornou numeroso e heterogêneo nas duas principais
cidades do sul do estado. Preocupados em fugir da pobreza extrema, artistas, operários,
estivadores e caixeiros desenvolveram associações de classe, cujos objetivos eram o auxílio
mútuo, a beneficência e a assistência. Estas sociedades expressavam os modos pelos quais o
operariado enxergava a si próprio e o mundo ao seu redor. Em busca de reconhecimento
social e de atenção dos poderes públicos, estas categorias profissionais cunhavam uma
identidade baseada na ética positiva do trabalho para demonstrarem-se cidadãos laboriosos e
honestos. Desta forma, pretendiam não apenas se distinguir do restante da população pobre e
miserável – vista de forma pejorativa pelas autoridades como classes perigosas. Por
acréscimo, as associações se tornaram também um palco para a política de convivência e
reciprocidade entre trabalhadores e chefes políticos das oligarquias. O envolvimento dos de
baixo com deputados, coronéis e partidos a partir destas agremiações nos permite por em os
limites da participação política na I República. Em paralelo, os grêmios mutualistas não
ficaram restritos apenas à prática do assistencialismo. Nos anos 1920, eles foram também
protagonistas de campanhas e de protestos por direitos e contra a exploração de patrões,
tocando em questões como jornada de 8 horas, caixa de aposentadoria e pensões, férias e
demissão arbitrária. O saldo da cultura associativa de trabalhadores que se desenvolveu na I
República se depara com o pós-1930, tempo em que o Estado interfere na questão social.
Tornando-se um ator social coletivo emergente, as sociedades operárias vivenciaram de
diferentes formas a política de sindicalização das classes e da criação de leis trabalhistas
durante o Governo Provisório. Portanto, amparada em pesquisas de jornais, atas, relatórios,
correspondências, boletins e fontes judiciais, coletadas em arquivos da Bahia e de outros
estados, este trabalho se propõe a investigar como trabalhadores do interior da Bahia
formaram suas próprias agremiações, atuaram nas franjas de uma República oligárquica,
coronelista e excludente, encamparam a defesa de seus interesses e emergiram como sujeitos
históricos em Ilhéus e Itabuna. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Associativismo | pt_BR |
| dc.subject | Trabalhadores | pt_BR |
| dc.subject | Política | pt_BR |
| dc.title | Trabalhadores, associativismo e política no sul da Bahia (Ilhéus e Itabuna, 1918-1934) | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.contributor.referees | Leal, Maria das Graças Andrade | - |
| dc.contributor.referees | Castellucci, Aldrin Amstrong Silva | - |
| dc.contributor.referees | Souza, Robério Santos | - |
| dc.contributor.referees | Rodrigues, Rogério Rosa | - |
| dc.publisher.departament | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em História | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | História Social | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGH)
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