Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/12698
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.contributor.advisorOliveira, Maria Aparecida José-
dc.contributor.authorSilva, Emanuela Guirra-
dc.creatorSilva, Emanuela Guirra-
dc.date.accessioned2013-08-22T22:43:21Z-
dc.date.available2013-08-22T22:43:21Z-
dc.date.issued2013-08-22-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/12698-
dc.description.abstractA família Arecaceae C. H. Schutz-Schultzenberg abrange atualmente 200 gêneros, aproximadamente 2.800 espécies (Medeiros-Costa, 2002) e compreende as plantas popularmente conhecidas como palmeiras. Originárias da América do Sul, apresentam distribuição pantropical, acompanhada de grande variedade morfológica. Nas florestas dos neotrópicos, o grupo destaca-se em termos de diversidade, abundância e riqueza. Nesses ambientes, as palmeiras são bem representadas tanto na composição estrutural quanto funcional dos habitats (Bernacci et al, 2008). No século XVIII, Humboldt ao viajar pela região neotropical, chama a atenção para a íntima relação existente entre os índios Guaraon e Mauritia flexuosa L., a palmeira buriti (Balick, 1984). Esta relação poderia ser explicada pela variedade de produtos obtidos a partir dessa planta, que estão distribuídos entre diversas categorias de uso como alimentação, forragem, medicinal, construção, artesanal e paisagístico. Órgãos reprodutivos quanto vegetativos das palmeiras são aproveitados como produtos florestais não-madeireiros (PFNMs), os quais apresentam-se como alternativa sustentável ao uso dos solos, já que sua exploração não exige prática de corte ou queima da vegetação, como geralmente acontece na agricultura convencional (Sampaio, 2008) . Uma grande diversidade de espécies nativas de Arecaceae pode ser encontrada no Brasil, o qual se destaca pelo importante uso comercial e de subsistência, tanto de produtos processados como in natura. Na flora da Bahia, encontram-se registrados 15 gêneros, sendo 8 espécies encontradas no semiárido (Noblick,1991). Todas elas apresentam importância na economia local, destacando as espécies Syagrus coronata (Mart.) Beccari, popularmente conhecido como licurí, e Syagrus vagans (Bond.) Haweker, o licurioba. Essas duas espécies juntas respondem por 90% dos recursos econômicos gerados a partir do extrativismo de palmeiras, para a população da caatinga (Bondar 1939a, Noblick 1986,Crepaldi 2001). O licurí é uma palmeira nativa de região semiárida com distribuição que vai do norte de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas até o sul de Pernambuco, limitada a oeste pelo rio São Francisco, ocorre na vegetação da caatinga e matas semidecíduas, bem como na transição com a restinga e cerrados (Noblick,1991; Lorenzi et al., 2004). A primeira referência de sua importância econômica para comunidades tradicionais foi citada por Sousa em 1587 no Tratado descritivo do Brasil. Recentemente em levantamento etnobotânico, realizado no estado de Pernambuco junto à tribo Fulni-ô, verificou-se que o licurí apresenta treze formas de usos distribuídos nas categorias tecnologia e construção. As folhas são as principais matérias primas, usadas na confecção de artesanato e representam importante fonte de renda para essa comunidade indígena (Silva, 2003). Muitos autores concordam que o conhecimento tradicional das comunidades humanas é importante na conservação dos ecossistemas; visto que, geralmente, estas comunidades frequentemente preocupam-se com a renovação dos recursos explorados (Albuquerque, 2001). No entanto, em casos como o da comunidade indígena Fulni-ô, as alterações introduzidas no habitat, associadas aos muitos tipos de exploração desordenada, têm impactado populações locais de algumas espécies vegetais como o licurí (Rufino, 2007), o que tem levado esse grupo indígena a comprar folhas dessa palmeira, oriundas do estado de Alagoas, para confecção do artesanato (Silva, 2003). A sobrevivência de indivíduos em estádio reprodutivo é o parâmetro demográfico que mais influencia o crescimento populacional de espécies com ciclo de vida longo, como é caso do licurí (Silvertown et al., 1993;Menges & Quintana –Ascencio, 2004; Adams et al., 2005). Visto que, é a produção de frutos que mantém o banco de sementes e variabilidade genética da espécie. Em áreas de intenso extrativismo, o processo reprodutivo pode ser afetado diretamente, pela retirada dos frutos e inflorescências, ou indiretamente, pela retirada de órgãos vegetativos como folhas e raízes. Os efeitos podem ser observados na redução da produtividade primária, na alteração dos ciclos de reprodução ou de recrutamento. Assim, é esperado que nas proximidades das comunidades extrativistas a proporção de indivíduos adultos seja superior às outras fases do desenvolvimento, visto que a coleta de frutos ou órgão vegetativos pode afetar negativamente estabelecimento de indivíduos jovens. O presente trabalho objetiva inventariar o conhecimento tradicional e avaliar as possíveis implicações da atividade extrativista sobre a estrutura populacional, densidade e viabilidade das sementes do solo de Syagrus coronata ( Mart.) Beccari em uma região de caatinga.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectPalmeirapt_BR
dc.subjectExtrativismopt_BR
dc.subjectCaatingapt_BR
dc.titleImplicações da atividade extrativista sobre a estrutura populacional, densidade e viabilidade do banco de sementes de Syagrus coronata (Mart.) Beccari.pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.localpubSalvadorpt_BR
Appears in Collections:Dissertação (Pós-Ecologia)

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Dissertação E. Guirra.pdf522,25 kBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.