Resumo:
Agregados óleo mineral (OMA, sigla em inglês) são formações microscópicas compostas de fases distintas de óleo e
minerais formados em meio aquoso. Foi proposto por Bragg e Owens em 1995 que a sua formação tem um papel central
na remoção natural de derrames de óleo, na coluna d’água ou no sedimento, principalmente em ambientes de baixa
energia hidrodinâmica. A formação de OMA pode representar de 20 a 90% do óleo dispersado de um vazamento. Essas
características podem ser utilizadas como uma técnica para tratamento de vazamentos de óleo in situ. A interação entre o
óleo e o mineral depende de fatores como salinidade da água, tipo de sedimento, característica do óleo e turbulência; esses
devem ser levados em consideração antes de usá-lo como uma resposta de remediação. O presente trabalho testou por
meio de simulações no Laboratório de Estudos do Petróleo (LEPETRO), do Núcleo de Estudos Ambientais
(NEA)/IGEO/UFBA), a influência da energia hidrodinâmica na interação entre o óleo da bacia do recôncavo e quatro
tipos de sedimentos vindos da Baía de Iguape, dos municípios de Cachoeira, Salinas da Margarida e de Maragogipe, além
do distrito de São Roque do Paraguaçu. Observou-se que tanto a energia quanto o tipo de sedimento controlam a
formação do OMA. Dois tipos de OMA foram formados o amorfo e com forma de gotícula. O tamanho mais frequente do
OMA foi de 4,44 μm de diâmetro. Os sedimentos das quatro localidades formaram agregados óleo-mineral.
Palavras chaves: agregados óleo mineral, energia, Baía de Iguape.