Resumo:
Discutir a questão da família e, no particular, os papéis femininos, portanto,
requer um exercício inicial no sentido de desnaturalizar o modelo mencionado,
demonstrando tratar-se não de um fenômeno universal, mas sim de uma ‘criação
humana mutável’, historicamente concebida. Nessa empreitada, torna-se fundamental
munir-se de uma perspectiva antropológica, comparativa, vez que isso nos permite
constatar a maleabilidade e elasticidade do que identificamos como ‘família’. Mais
precisamente, o estudo comparativo de sociedades diversas irá demonstrar que “a
relação que conhecemos entre grupo conjugal, família, parentesco e divisão sexual do
trabalho pode ser dissociada, dando origem a instituições muito distintas” (Durham
1981:16).
Descrição:
Este trabalho foi originalmente publicado em: Bahia: Análise & Dados, Salvador:
SEI/SEPLANTEC, Vol. 7, No. 2, setembro 1997, pp:5-15.