Resumo:
Cada passo dado por Adão no reino do absurdo da existência finita concedia-lhe um espaço de vazio em seu ser que veio a se denominar de “angústia da existência” = melancolia. O absoluto estava consolidado nele, contudo, apenas como representação de sua plenitude. Seria de outro modo a dizer, “a saudade do absoluto”. Outrora, no Éden, Adão vivia no reino da inocência, desse modo, não possuía culpa, mesmo experimentando a angústia — essa angústia assemelha-se, por analogia, ao da criança. Era apenas a angústia do medo do desconhecido representado no fruto da árvore do conhecimento.Assim como Adão, Caim sente a dor da falta do absoluto no sentimento de culpa que se lhe instalara no seu coração e no seu ser de forma indelével. Cada passo dado no mundo aumentava o peso da culpa sem poder chorar nem gritar, muito menos ser consolado.