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Gastos com gestão de recursos naturais nos municípios brasileiros e impacto nas eleições no período de 2015 a 2024: uma análise à luz da teoria da Escolha pública

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dc.creator Oliveira, Nverson da Cruz
dc.date.accessioned 2026-03-25T12:26:11Z
dc.date.available 2026-03-25T12:26:11Z
dc.date.issued 2025-12-12
dc.identifier.uri https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44290
dc.description.abstract The objective of this study was to investigate the relationship between spending on natural resource management and the political ideologies of Brazilian municipal managers from 2015 to 2024, as well as to analyze the influence of this spending on reelection trends in the 2016 and 2020 elections, in light of Public Choice Theory. The research was based on the central premise of Public Choice Theory, according to which political agents act driven by rational incentives aimed at maximizing political utility, guiding their decisions more by strategic calculations and electoral demands than by ideological convictions. Thus, Brazilian municipalities between 2015 and 2024 were analyzed using panel data techniques and Difference-in-Differences models, evaluating how managers from different ideological spectrums manage environmental spending volumes. The results show that total expenditures influence environmental spending, while party ideology does not show statistical significance. Mayors from the left, center, and right exhibit similar levels of environmental spending, contradicting the expectation that progressive leaders would allocate more resources to the sector. Causal estimates indicate no effect of switching to left-wing mayors on environmental spending. Findings regarding reelection reveal that, although there is a positive association between environmental spending and reelection, this effect is modest when compared to the substantial impact of total expenditures, suggesting that the electorate responds more to broad and visible policies than to specific investments in sustainability. Additionally, content analysis of party platforms shows that all parties incorporate, to a greater or lesser degree, references to the environment, although with different emphases. The left prioritizes normative statements, while center and right-wing parties present a greater volume of mentions distributed among categories of environmental management and territorial sustainability. However, such discursive differences do not translate into practical differences in municipal spending, reinforcing the Public Choice Theory argument that environmental discourses function as instruments of political signaling intended to capture the approval of the median voter, but have a low capacity to guide budgetary decisions. This study contributes to the literature by showing that party ideology, by itself, does not determine environmental spending patterns in Brazilian municipalities. By revealing that managers from different ideological spectrums exhibit similar fiscal behaviors in this domain, the results reinforce the analytical utility of Public Choice Theory. This theory allows us to understand that, in the municipal arena, decisions regarding environmental policy tend to reflect strategic calculations guided by the logic of political self-interest. Thus, Public Choice Theory is confirmed as an interpretative framework to explain why ideological differences declared in party programs do not necessarily translate into material differences in environmental spending, offering a theoretical framework capable of illuminating the practical convergence observed between left-wing, center, and right-wing managers. pt_BR
dc.description.sponsorship CAPES pt_BR
dc.language por pt_BR
dc.publisher Universidade Federal da Bahia pt_BR
dc.rights Acesso Aberto pt_BR
dc.subject Gestão ambiental municipal pt_BR
dc.subject Ideologia partidária pt_BR
dc.subject Teoria da Escolha Pública pt_BR
dc.subject Gasto público pt_BR
dc.subject Comportamento eleitoral pt_BR
dc.subject.other Municipal environmental management pt_BR
dc.subject.other Party ideology pt_BR
dc.subject.other Public choice theory pt_BR
dc.subject.other Public spending pt_BR
dc.subject.other Electoral behavior pt_BR
dc.title Gastos com gestão de recursos naturais nos municípios brasileiros e impacto nas eleições no período de 2015 a 2024: uma análise à luz da teoria da Escolha pública pt_BR
dc.type Tese pt_BR
dc.publisher.program Núcleo de Pós-Graduação em Administração (NPGA) pt_BR
dc.publisher.initials UFBA pt_BR
dc.publisher.country Brasil pt_BR
dc.subject.cnpq CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS pt_BR
dc.contributor.advisor1 Silva, Lindomar Pinto da
dc.contributor.advisor1Lattes https://lattes.cnpq.br/3835932886317547 pt_BR
dc.contributor.referee1 Silva, Lindomar Pinto da
dc.contributor.referee1Lattes https://lattes.cnpq.br/3835932886317547 pt_BR
dc.contributor.referee2 Sacramento, Ana Rita Silva
dc.contributor.referee2Lattes https://lattes.cnpq.br/5150371885207600 pt_BR
dc.contributor.referee3 Soares Junior, Jair Sampaio
dc.contributor.referee3ID https://orcid.org/0000-0002-8927-9364 pt_BR
dc.contributor.referee3Lattes https://lattes.cnpq.br/7230624403570052 pt_BR
dc.contributor.referee4 Monteiro, Augusto de Oliveira
dc.contributor.referee4ID https://orcid.org/0000-0002-4241-5349 pt_BR
dc.contributor.referee4Lattes https://lattes.cnpq.br/0052922179596265 pt_BR
dc.contributor.referee5 Castro, Miguel Angel Rivera
dc.contributor.referee5ID https://orcid.org/0000-0002-4728-3242 pt_BR
dc.contributor.referee5Lattes https://lattes.cnpq.br/6058810463571073 pt_BR
dc.creator.Lattes https://lattes.cnpq.br/9925803705435442 pt_BR
dc.description.resumo O objetivo desse estudo foi investigar a relação entre os gastos com gestão de recursos naturais e as ideologias político-partidárias dos gestores municipais brasileiros no período de 2015 a 2024, bem como analisar a influência desses gastos na tendência de reeleição nos pleitos de 2016 e 2020, à luz da Teoria da Escolha Pública. A pesquisa fundamentou-se no pressuposto central da Teoria da Escolha Pública, segundo o qual agentes políticos atuam movidos por incentivos racionais voltados à maximização de utilidade política, orientando suas decisões mais por cálculos estratégicos e demandas eleitorais do que por convicções ideológicas. Assim, foram analisados dos municípios brasileiros entre 2015 e 2024 por meio de técnicas de dados em painel e modelos de Diferenças em Diferenças, avaliando como gestores de diferentes espectros ideológicos realizam volumes de gastos ambientais. Os resultados mostram que as despesas totais exercem influência sobre os gastos ambientais, enquanto a ideologia partidária não apresenta significância estatística. Prefeitos de esquerda, centro e direita exibem níveis semelhantes de gasto ambiental, contrariando a expectativa de que gestores progressistas destinariam mais recursos ao setor. As estimativas causais indicam inexistência de efeito da mudança para prefeitos de esquerda sobre o gasto ambiental. Os achados relativos à reeleição revelam que, apesar de haver associação positiva entre gasto ambiental e recondução ao cargo, tal efeito é modesto quando comparado ao impacto substantivo das despesas totais, sugerindo que o eleitorado responde mais a políticas amplas e visíveis do que a investimentos específicos em sustentabilidade. Complementarmente, a análise de conteúdo dos programas partidários evidencia que todos os partidos incorporam, em maior ou menor grau, referências ao meio ambiente, embora com ênfases distintas. A esquerda privilegia declarações normativas, enquanto partidos de centro e direita apresentam maior volume de menções distribuídas entre categorias de gestão ambiental e sustentabilidade territorial. Contudo, tais diferenças discursivas não se convertem em diferenças práticas nos gastos municipais, reforçando o argumento da Teoria da Escolha Pública de que discursos ambientais funcionam como instrumentos de sinalização política destinados a captar a aprovação do eleitor mediano, mas têm baixa capacidade de orientar decisões orçamentárias. O presente estudo contribui para a literatura ao evidenciar que a ideologia partidária, por si só, não determina os padrões de gasto ambiental nos municípios brasileiros. Ao revelar que gestores de diferentes espectros ideológicos apresentam comportamentos fiscais semelhantes nesse domínio, os resultados reforçam a utilidade analítica da Teoria da Escolha Pública. Essa teoria permite compreender que, na arena municipal, decisões referentes à política ambiental tendem a refletir cálculos estratégicos orientados pela lógica do autointeresse político. Assim, a Teoria da Escolha Pública se confirma como um arcabouço interpretativo para explicar por que diferenças ideológicas declaradas nos programas partidários não se traduzem, necessariamente, em diferenças materiais nos gastos ambientais, oferecendo um enquadramento teórico capaz de iluminar a convergência prática observada entre gestores de esquerda, centro e direita. pt_BR
dc.publisher.department Escola de Administração pt_BR
dc.type.degree Doutorado pt_BR


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