Clough, Carmélia Nunes Carilo; Hermsdorf, Juliana Oliveira; Almeida, Keylane Dias Santos; Ferreira, Victor Ribeiro
Resumo:
This work is the result of the fourth edition of the AU+E Residency at FAUFBA, with the author team consisting of residents: Carmélia Clough, Juliana Hermsdorf, Keylane Dias and Victor Ferreira, four professionals in Architecture and Urbanism. Together we built a practical performance under the terms of Law 11,888 of December 24, 2008, which deals with Free Public Technical Assistance for the design and construction of Social Interest Housing. We understand that the interpretation of the law goes beyond the boundaries of the architectural project itself, going beyond what is established, connecting the social universe allied to technical knowledge in the face of overcoming the challenges that are currently presented in our cities, in a resilient and purposeful way. This edition of the Residence began in March 2020, at the same time that the Covid-19 pandemic had an intense impact on the world, generating countless consequences that mainly affected populations in socio-spatial vulnerability. The work in the field by the team for this work, which started in mid-2021, went through all the difficulties and dangers of the pandemic context, however, taking all care and precautions to not expose anyone involved to great risks. Therefore, we adopted a hybrid performance format: virtual and face-to-face. The attitude of assuming field work as indispensable to this training in assistance and technical assistance was a conscious and collective decision between us, the authors of this work, the advisors, leaders and residents of the Ocupação Quilombo Guerreira Dandara, where the work is carried out.A ocupação Quilombo Guerreira Dandara está vinculada ao Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) e fica localizada no bairro Cassange, em Salvador/BA. A região compreende a divisa da cidade de Salvador/BA com os municípios de Lauro de Freitas e Simões Filho, distante da infraestrutura urbana e dos centros de serviços especializados. O nosso trabalho foi construído com intensa articulação com Solange Santos (liderança e moradora da ocupação) e com Juliana Santos (Liderança do MSTB), além dos demais moradores da ocupação que participaram ativamente de todo o processo, e com isso construíram conjuntamente conosco os rumos e resultados deste trabalho. A troca entre redes do movimento, de assessorias e de apoiadores se desenvolveu profundamente no segundo semestre de 2021, gerando momentos preciosos de leituras e construção coletiva do território. Nesse sentido, foram realizadas atividades de levantamento censitário, produção cartográfica e organização de mutirões para construir e cuidar de espaços e equipamentos coletivos. Essa construção coletiva em rede acabou se tornando o objeto central deste trabalho. A partir disso, tecemos reflexões sobre metodologias que mobilizam nossa atuação em rede, além da geografia dos afetos, intensificada a cada atividade. Com isso, identificamos os ganhos para os diferentes grupos envolvidos, principalmente para a luta do direito à moradia e melhoria das condições de habitabilidade da ocupação.