Resumo:
O objetivo deste artigo é destacar as premissas subjacentes ao texto de Aloïs Riegl, O Culto Moderno dos Monumentos: sua essência e sua gênese (Der moderne Denkmalkultus, sein Wesen und seine Entsehung), de 1903, e ao conjunto de sua obra, demonstrando como estão profundamente enraizadas no debate cultural alemã do séc. XIX e começo do séc. XX. Riegl é lembrado em sua contribuição à História e Teoria da Arte pelo conceito de Kunstwollen (Vontade de Arte), central ao Denkmalkultus. Esse conceito enuclea as ideias de Vontade e de Arte. A Vontade perpassa completamente sua obra, com nuances diversas e absoluta primazia nos fenômenos estéticos. Quanto à Arte, a expande de tal maneira que se confunde com o conceito de Cultura. Dentro da abordagem da Cognição como mutável e impelida animicamente, ativa e não passiva. Tudo submetido ao devir histórico, à variação de acordo com os lugares e tempos. E aspectos ligados à Hermenêutica, à interpretação das épocas passadas e de suas mentalidades, e ao papel do observador, especialmente nos tempos modernos, com a revolução copernicana da abordagem de Riegl e sobretudo no espírito contemporâneo.