Resumo:
Esta tese investiga o ethos da Arquivística na busca pela diversidade. A partir de sua natureza teórica, examina as implicações da agenda moderna/colonial na composição da memória coletiva. Em seguida, apresenta as condições que facultaram os movimentos teóricos insurgentes. A linha constitutiva em favor da pluralidade identifica o Plano de Documentação, os Arquivos Totais, a Estratégia de Documentação, a Macroavaliação e os Arquivos Comunitários. Caracterizadas pela permanente negociação com as matrizes do campo, tais iniciativas demonstram: (a) sua emergência enquanto efeitos colaterais da supressão moderna/colonial; (b) sua dinâmica pulverizada de eclosão, e; (c) a consciência quanto ao aprimoramento reflexivo do campo, indicando seu caráter dinâmico. Tais particularidades potencializam seu sentido de revisitação para instaurar possíveis futuros à agenda da multiplicidade.