Resumo:
Compreender e analisar quais práticas de diagnóstico têm sido realizadas por fonoaudiólogos que atuam em instituições públicas e privadas de ensino. Métodos: trabalho de natureza empírica e desenho estrutural qualitativo, descritivo e de corte transversal. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, sob o parecer de nº 017863/2017. Os participantes foram identificados a partir da técnica snowball. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e, após a coleta, os dados foram transcritos, organizados, selecionados, categorizados, e depois analisados. Resultados: participaram da pesquisa cinco fonoaudiólogos. Verifica-se que, de modo geral, os fonoaudiólogos associam o termo “diagnóstico” à realização de triagens; comparece a prática do diagnóstico clínico; e somente um informante fez menção ao diagnóstico institucional, prática esta voltada para a caracterização da instituição escolar. Não foi observada menção ao diagnóstico situacional, ferramenta que auxilia o fonoaudiólogo a conhecer os problemas e as necessidades sociais. Trata-se de um processo participativo, que envolve o conhecimento e as experiências de vários atores, para pensar os fatores determinantes que comparecem na rede explicativa dos problemas educacionais/escolares. Conclusões: destaca-se a importância do diagnóstico situacional, a fim de se realizar uma análise técnica, social, econômica e política do contexto educacional. Alicerçada pela escuta mais aberta dos diversos atores, pode-se organizar práticas que não sejam definidas a priori pelo profissional fonoaudiólogo, mas construídas no diálogo com a escola, constituindo uma prática menos medicalizante.