Resumo:
RESUMO: O Corredor do Paramirim representa a zona de máxima
inversão do Aulacógeno do Paramirim, no qual predominam zonas de
cisalhamento reversas-reversas destrais e vários tipos de dobras. Essas estruturas refletem um campo de tensão segundo WSW-ENE, os quais se
desenvolvem nas unidades de embasamento do Aulacógeno, assim como
na Suíte Intrusiva Lagoa Real, de idade estateriana, nos supergrupos
Espinhaço e São Francisco, de idades estateriana-toniana e criogeniana,
respectivamente, bem como no grupo Macaúbas-Santo Onofre, de idade
máxima toniana. Um rico acervo de estruturas extensionais truncam as
estruturas compressionais do Corredor do Paramirim, sendo caracterizado por zonas de cisalhamento normais e foliação, por vezes milonítica,
lineação de estiramento down dip, dobras de arrasto, fraturas de tração
e estruturas S/C. Nessas zonas de cisalhamento, o quartzo ocorre truncado pela foliação, enquanto o feldspato apresenta-se fraturado e alterado
para mica branca. A distribuição dos eixos-c de quartzo encontra-se no
máximo a 14º do eixo Z. Portanto, isso sugere que a deformação ativa
os planos basais <a>. O estudo de paleotensão utilizando o programa
Win-Tensor demonstrou que o regime variou entre a distensão radial
e a pura. A direção de s1 oscilou ao redor da vertical, enquanto que s3
é sub-horizontal, com predominância da direção N230-050º. Idades
Ar-Ar em biotita obtidas nas zonas de cisalhamento extensionais variou
entre 480 e 490 Ma. Em conjunto, os dados obtidos para as estruturas associadas com o regime extensional tardio descrito neste trabalho sugerem
que a sua nucleação está relacionada com os setores distais, rúptil-dúcteis,
da zona de colapso gravitacional do Orógeno Araçuaí-Oeste Congo.