Resumo:
O ritmo frenético de crescimento das cidades brasileiras nos quinze anos seguintes ao final da Segunda Guerra
Mundial não foi deixado de lado pelas revistas de arquitetura de língua alemã. Rio de Janeiro e São Paulo são
descritas por estes periódicos como grandes canteiros de obra, alucinantemente verticalizadas para fornecer
espaço a um crescimento demográfico aceleradíssimo, onde são construídos edifícios que têm como uma das
características principais o seu tamanho colossal. Acompanhada de outros elementos, como a idéia de cidades
construídas no meio da floresta ou marcadas por uma insegurança que faz os seus habitantes morarem em
arranha-céus, esta imagem das cidades brasileiras por um lado não deixa de ser levada em consideração como
um modelo possível de ser incorporado ao debate arquitetônico europeu à época, por outro pode ser entendida
como índice de integração de alguns de seus autores na sociedade brasileira.