Resumo:
Este estudo pretende dar visibilidade à relação de convivência entre a mulher em situação de prisão e os filhos e/ou filhas nascidos no Conjunto Penal Feminino de Salvador-Bahia, durante o prazo de seis meses, relativo ao período de amamentação. No desdobramento deste trabalho, foram abordadas as vulnerabilidades da mulher presa em um espaço estruturalmente designado à população carcerária masculina e a necessidade de formulação e implementação de políticas públicas que atendam às especificidades de gênero, tendo como pano de fundo o recorte histórico sobre as prisões e a criminalidade feminina. A pesquisa foi baseada em método qualitativo, com coleta de dados por meio de entrevistas semiestruturadas acerca da trajetória e experiência de vida de duas mulheres na referida instituição prisional.