Resumo:
O presente artigo vem contribuir na reflexão sobre as representações possíveis da
cidade, no caso Salvador, através da integração das artes durante a implantação
da arquitetura moderna na capital baiana, entre as décadas de 1950 a 1970
e as relações que permearam a sua produção e apreensão, pensando aqui na
análise do discurso visual elaborado por esta prática, considerando o contexto
histórico-social e as relações de poder e de força que regiram a concretização
de um modelo artístico supostamente moderno, que por sua vez, buscou uma
formatação e consolidação de uma identidade nacional/regional/baiana para
se auto-afirmar. Tomaremos como exemplo, a parceria estabelecida entre os
arquitetos modernos e o artista plástico Carybé, artista com maior número de
obras integradas às construções desse período,ao mesmo tempo em que artistas
tão importantes como Rubem Valentim foram completamente negligenciados.