<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<title>Livro e Capítulo (PPGF)</title>
<link href="https://repositorio.ufba.br/handle/ri/3454" rel="alternate"/>
<subtitle/>
<id>https://repositorio.ufba.br/handle/ri/3454</id>
<updated>2026-05-15T00:30:07Z</updated>
<dc:date>2026-05-15T00:30:07Z</dc:date>
<entry>
<title>Albert Camus: ética do Absurdo</title>
<link href="https://repositorio.ufba.br/handle/ri/5582" rel="alternate"/>
<author>
<name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
</author>
<id>https://repositorio.ufba.br/handle/ri/5582</id>
<updated>2026-02-24T15:39:42Z</updated>
<published>2004-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Albert Camus: ética do Absurdo
Leite, José Lourenço Araújo
A literatura camusiana não constrói altares de culto aos deuses nem aos heróis; não elabora discursos retóricos em prol da verdade; não cria Quimeras nem Esfinges que coloquem em risco a sobrevivência dos transeuntes da existência; não fortifica as ideologias totalitárias nem as ditas democráticas; não escreve tratados da existência como manuais de sobrevivência na selva da urbanidade moderna; não faz escatologia da existência humana para agradar ao Vaticano; não prega o Evangelho Segundo São Paulo; não promete a salvação eterna em troca de dízimos diários; não defende a construção do Novo Éden nos Jardins do Paraíso Terrestre; não antropomorfiza Deus; não categoriza o “real” nos moldes da razão cartesiana nem da kantiana; não promete salvação para o homem como mérito da existência; não registra em cartório humano a felicidade como herança; não espera que a inocência seja justificada perante os crimes de lógica; não adere a nenhuma doutrina que mostre a causa da peste; não se filia a nenhum partido que prometa acabar com a miséria no mundo; não aceita as injustiças do mundo nem a justiça divina para garantir a justiça. Todavia, possui a mesma confiança de Prometeu no homem. &#13;
Ao elaborar as prerrogativas do absurdo vividas em sua época, conduz a humanidade a refletir sobre a verdade que estava presa na ignorância. Não é por acaso que ele elege dois heróis gregos para poderem expressar sua indignação diante da redução do humano às divindades. Prometeu, filiado ao partido da existência humana e Sísifo, condenado eterno do cotidiano que, em meio à tarefa de repetição, supera seus algozes divinos. Juntamente com esses heróis Camus traz de volta a esperança perdida das “primaveras do mundo” em que o homem era humano. Quiçá, seja o maior desafio de sua obra: ser a porta voz da humanidade sem voz, daquela que geme no silêncio de suas falas o mais profundo e fiel sentimento de revolta contra a usurpação da vida que só pode ser recuperada graças à presença do Sol.&#13;
A realização desse enlace com o mundo, portanto, faz de Camus, muito mais que um homem de seu tempo, um homem que transpõe as barreiras de sua atualidade quando retorna ao próprio mundo em que está inserido e revigora-o sob a égide da pura existência, isto é, sob o sol. Como testemunha de uma época em que o homem está em profunda crise de identidade, Camus brota dos escombros de uma sociedade esvaziada de valores e impregnada de silogismos individualistas em que até a inocência é evocada a se justificar. &#13;
O autor
Livro
</summary>
<dc:date>2004-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Do Simbólico ao Racional - Ensaio sobre a Gênese da Mitologia Grega como Introdução à Filosofia</title>
<link href="https://repositorio.ufba.br/handle/ri/3744" rel="alternate"/>
<author>
<name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
</author>
<id>https://repositorio.ufba.br/handle/ri/3744</id>
<updated>2022-07-05T17:03:47Z</updated>
<published>2001-08-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Do Simbólico ao Racional - Ensaio sobre a Gênese da Mitologia Grega como Introdução à Filosofia
Leite, José Lourenço Araújo
O homem de toda época e de toda cultura sempre esteve às voltas com algo que o ultrapassa. Trazer, portanto, o desconhecido para o âmbito da compreensão é tarefa da racionalidade humana. Enquanto isso não ocorre, tudo passa a ser mistério, incógnita, enigma, ausência, ocultamento, noite, escondido, velado, bizarro, indiferença. Mas, muito embora esse desconhecido discorra em sua mudez, até que se possa capturá-lo, o mito sacia o coração humano pela demonstração do mistério em sua linguagem simbólica. Através dela pode-se apreender o inefável e trazê-lo para próximo do intelecto. A tentação será de sempre querer aprisioná-lo como um escravo nas masmorras do castelo da razão. Agrilhoado e a mercê do domínio do conhecimento, o homem tem se dado conta que, mesmo em meio a todas as possibilidades de objetivação do real, algo permanece oculto e indecifrável. Porém, o conforto da falta da presença da totalidade do real é sentido pelo corpo humano que também pode acolher o indescritível. Essa linguagem dos sentimentos, do tato, da dor ou da esperança, pode-se encontrar no mito e em suas narrativas aparentemente absurdas. Daí não se pode entender os mitos ao pé da letra, como se fosse um tratado teórico científico. Toda a linguagem mítica é destituída de objetividade real. As idéias e os conceitos apresentam-se como signos imagísticos da realidade concreta, pretendendo-se sempre revelar algo de outro. Ou seja, o mito é sempre a alegorização do real — quer dizer sempre uma outra coisa. Seu sentido, portanto, está fora dele. Habita em outro lugar onde somente a razão pode encontrá-lo. Esse intento do mito assemelha-se, por sua vez, ao que se produz através da linguagem poética. Mito e Poesia sempre estiveram juntos e permanecerão interdependentes porque um é a fonte onde se bebe o real e o outro é a sua linguagem mais apropriada. 
Este ensaio, fruto de cursos e mini-cursos ministrados ao longo dos últimos anos para alunos, professores e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, reflete, ainda que sumariamente, uma tentativa de resgate do conhecimento mítico como propedêutico da compreensão do mundo em que se vive.
EGBA
Livro
</summary>
<dc:date>2001-08-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Albert Camus: o epígono do absurdo</title>
<link href="https://repositorio.ufba.br/handle/ri/3489" rel="alternate"/>
<author>
<name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
</author>
<id>https://repositorio.ufba.br/handle/ri/3489</id>
<updated>2022-07-05T17:05:17Z</updated>
<published>2003-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Albert Camus: o epígono do absurdo
Leite, José Lourenço Araújo
Ao se pretender entrar na esfera do Absurdo, de mãos dadas com Albert Camus, fora, deste ponto de vista, uma das experiências mais cruciantes e mais solitárias, contudo, de profunda analogia com a realidade do cotidiano. O Absurdo, como Quimera do mundo, engendra a real possibilidade de unificá-lo e nomeá-lo na esfera do humano. Entre o mundo e o homem, o Absurdo camusiano adquire realidade como tiers exclu  da consciência, figurando-se como realidade simbólica. Com efeito, seu entendimento só poder se dar pela intuição. Realidade e efeito remetem ao terceiro elemento e criam a novidade do mundo na consciência. Sintoma, portanto, da experiência do homem no mundo, deixando fora toda e qualquer realidade que não provenha dessa experiência.
Quarteto Editora
Capítulo de Livro
</summary>
<dc:date>2003-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
</feed>
