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<title>Trabalho Apresentado em Evento (PPGF)</title>
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<title>O Devir do Corpo e a Inveja da Alma</title>
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<name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
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<updated>2026-02-24T16:03:21Z</updated>
<published>2011-11-16T16:27:00Z</published>
<summary type="text">O Devir do Corpo e a Inveja da Alma
Leite, José Lourenço Araújo
O movimento do pensamento dialético helênico, particularmente o de Platão, pretendeu desconfigurar o corpo em valorizando a psiqué (alma-lógos), todavia, olvidou-se que seu ponto de partida e de chegada é o próprio corpo. A psiqué não pode transcender sem primeiro sentir a dor ou o prazer que é perpassado pelo corpo. Em um de seus Diálogos, o Fédon, Sócrates reconhece que a dualidade prazer/dor fazem parte de uma mesma cabeça, isto é, de uma mesma origem, mas não podem aparecer aos sentidos simultaneamente. Desejar o neutro era tarefa de Sócrates em sua empreitada em direção ao Hades. A partir dessa trajetória o pensamento filosófico ocidental enveredou pelo detrimento do corpo imprimindo à alma a tarefa dialética do devir. Em contrapartida, pretende-se demonstrar o seu oposto: o devir do corpo.
Artigo de Evento
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