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Title: A administração dos bens temporais da arquiabadia de São Sebastião da Bahia
Authors: Hernandéz, María Herminia Olivera
???metadata.dc.contributor.advisor???: Flexor, Maria Helena Ochi
Keywords: Ordem religiosa;Mosteiros beneditinos;Patrimônio
Issue Date: 2005
Abstract: O ora et labora era um ideal que apontava para a vida. Nesse corpo doutrinal que constituía a Regra de São Bento, fica evidente a sabedoria do equilíbrio indispensável entre o temporal e o espiritual, considerado o aspecto mais importante da ética beneditina. Esta Tese tem como objetivo estudar o sistema administrativo e funcional desenvolvido pelos beneditinos na Bahia, no cuidado com seus bens materiais, com vistas a um fim comum: a sustentação da vida religiosa, na qual tudo convergia para o serviço de Deus. A abrangência temporal do presente estudo compreende desde finais do século XVI até finais do século XX, período em que foram fundadas as casas beneditinas brasileiras mais recentes. Para o desenvolvimento da pesquisa, foram utilizados diversos métodos de abordagem. Destaca-se o de análise-e-síntese, presente em todas as etapas do trabalho, ao qual somam-se o histórico e o comparativo. Para a sua realização, foi trabalhada numerosa documentação procedente de arquivos e bibliotecas públicos e privados do Brasil e Portugal, bem como referências impressas sobre a história da igreja, formação e evolução dos patrimônios religiosos, economia e administração dos bens das Ordens Religiosas, dentre outras. Através do estudo dos beneditinos do Mosteiro de São Bento da Bahia, ficou evidenciada a importância da Regra e das Constituições como guias da existência dos Mosteiros Beneditinos. A Congregação era o órgão máximo de filiação dos mosteiros; os Capítulos e Juntas, foros principais de discussão e resolução da vida espiritual e temporal dos mesmos. A retenção, por parte dos mosteiros, de numerosas propriedades móveis e imóveis nas áreas urbana e rural do território, determinou a utilização de mão-deobra escrava, força produtiva que trabalhava tanto no próprio Mosteiro quanto nos engenhos, fazendas, sítios, entre outras propriedades, desempenhando diferentes ofícios como alfaiates e músicos, na produção agrícola direta e nas obras construtivas. O desenvolvimento de uma estrutura administrativa e funcional para o controle do patrimônio correspondeu às exigências da própria Regra, das Constituições e do seu estabelecimento nos Mosteiros Portugueses que, reorganizados na sua vida espiritual e temporal pela Reforma da Igreja Católica, influenciaram aos brasileiros. Nessa estrutura, as responsabilidades eram exercidas pelos próprios monges. Isto determinou a sua participação direta no controle do rendimento econômico das propriedades e em atividades importantes como as relacionadas aos programas arquitetônicos e de conservação de seus bens, com a finalidade suprema de suprir e manter a observância monástica da comunidade. A economia beneditina acompanhou os rumos e ciclos da economia baiana. Dessa forma, os rendimentos variaram no tempo. Entre os séculos XVI e XIX, as fontes essenciais foram o patrimônio urbano e rural. Finalizando o século XIX, restava apenas o urbano que, acrescido de novas fontes de renda, permitiu a subsistência da Ordem.
Description: 501p.
URI: http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/8818
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