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Title: Para serem donas de si: mulheres negras lutando em família (Feira de Santana, Bahia, 1871-1888)
Authors: Damasceno, Karine Teixeira
???metadata.dc.contributor.advisor???: Sampaio, Gabriela dos Reis
Keywords: Mulheres negras;Família;Escravidão;Liberdade Legal
Issue Date: 31-Mar-2021
Abstract: Neste estudo, reconstituo a experiência das mulheres negras escravizadas, libertas e livres enquanto lutavam pela liberdade legal para si mesmas, para suas filhas e filhos, para outras pessoas da família e demais integrantes da comunidade negra, em Feira de Santana, entre 1871 e 1888. Para tanto, foram analisados documentos como ações de liberdade, assentos de batismo, atestados de óbito, cartas de alforrias, escrituras de compra e venda de pessoas escravizadas, inventários e procurações. A partir de uma abordagem qualitativa e quantitativa, as marcas deixadas por essas mulheres em seu itinerário bem como de pessoas relacionadas a elas foram cruzadas. Desse modo, foi possível saber que, a despeito da opressão interseccional sofrida de classe, gênero e raça, as mulheres negras foram personagens centrais na luta pela liberdade legal. O cruzamento destes documentos permitiu constatar que as especificidades da escravidão feminina influenciaram suas escolhas por esse tipo de liberdade. Embora, na maior parte das vezes, suas vozes somente tenham podido ser ouvidas mediadas por outros personagens, a exemplo dos curadores que as representavam nas ações judiciais, suas atuações repercutiram nas avaliações e preocupações das autoridades, da classe senhorial e de integrantes do movimento abolicionista em âmbito nacional e internacional.
In this study, I recreate the experience of free, freed and enslaved black women as they struggled for legal freedom for themselves, for their sons and daughters and for other members of their families and the black community in Feira de Santana between 1871 and 1888. To this end, documents such as actions of freedom, baptism and death certificates, letters of freedom, and inventories, requests and receipts for purchase and sale of enslaved people, were analyzed. Applying a quantitative and qualitative approach, the traces left by these women along the way, in addition to those of people associated with them, were compared. In this way, it was possible to understand that, regardless of the intersectional class, gender and race oppressions suffered, black women were central figures in the struggle for legal freedom. The comparison of these documents allowed us to perceive that the specificities of female slavery influenced their choices for this type of freedom. Although in the majority of cases, their voices could only be heard via those of other people, such as the public defenders who represented them in the judicial hearings, their actions resonated in the evaluations and concerns of the authorities, of the slave owning class and of members of the abolitionist movement both at the national and international level.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/33177
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