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Title: Como falar de coisas invisíveis? Dramaturgias de vidas negras como convocatórias estética nas performances de mulheres negras.
Authors: Souza, Valdimere Pereira
???metadata.dc.contributor.advisor???: Schaffner, Carmen Patternostro
Keywords: Perfomance;Mulheres negras;Arte;História do Brasil;Movimento negro;Feminismo negro
Issue Date: 15-Dec-2020
Abstract: Os movimentos de mulheres, com forte destaque ao movimento negro feminista, a partir da década de 1960, imprimiram uma nova noção de cidadania e humanidade através da participação para a ampliação de espaços públicos. Essas mulheres, cujos corpos foram usados como incubadores a serviço de um projeto nação, trazem em suas narrativas e experiência de vida evidências do extermínio dos corpos de negras e negros entendidos como uso e/ou desqualificados da função humana. Às mulheres negras, propõe-se pensar uma lógica de fratura dos entendimentos sobre esses corpos. Por meio das lutas dos movimentos negros, a partir dos anos 2000, foi possível observarmos mudanças da paisagem cultural, propiciada pelas políticas de ação afirmativa. Desse modo, mulheres negras, com suas narrativas de vida, traçaram outros caminhos teóricos, criando cenários e conceitos ao tratar de suas experiências de negras. No campo das artes, em que a historiografia de mulheres artistas foi negada e negligenciada, em que suas imagens estiveram, geralmente, atreladas ao signo corpo e, na maioria das vezes, a um nu fortemente idealizado por homens, com os movimentos de direitos sociais, discursos apartados tomam o centro das discussões, incluindo-se as mulheres negras. Suas narrativas, dentro do campo da arte, são um fator relevante na construção de uma cena artística que ganha destaque mundial. Nesse contexto, este estudo recuperou a história de mulheres negras e sua participação na construção do Estado Nação, a fim de entender como se constrói a figura da mulher negra e, diante disso, porque a narrativa convocada por essas mulheres atua como fraturas profundas no âmbito das artes. Para isso utilizou-se uma metodologia que colocasse o discurso da experiência pessoal e o lugar social do indivíduo como referencial. A fim de compreender as nuances presentes numa estrutura que se mantém racista, escravista e machista, foi utilizado, em sua maioria, referências de mulheres negras, homens negros e mulheres.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32488
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