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Title: O Atlântico Negro de Angélique Kidjo: memória e ancestralidade em uma trilogia musical afrodiaspórica
Authors: Silva, Marielson de Carvalho Bispo da
???metadata.dc.contributor.advisor???: Santos, José Henrique de Freitas
Keywords: Angélique Kidjo;África;Diáspora;Música;Memória;Ancestralidade
Issue Date: 16-Mar-2020
Abstract: A tese analisa a trajetória artística, artivista e intelectual da cantora e compositora Angélique Kidjo (1960, Uidá, Benim), marcada por uma produção musical cujas referências simbólicas e materiais de tradição fon e iorubá se relacionam com as diásporas africanas nas Américas em termos culturais e religiosos. Reconhecida internacionalmente desde a década de 1980, quando se autoexilou na França em decorrência da situação política e econômica no Benim, Angélique Kidjo tem uma atuação importante dentro e fora da África, tornando-se uma das mais expressivas e influentes vozes contra o racismo e o colonialismo em torno da ideia de África construída pelo Ocidente. Através da música, a artista beninense aciona e articula discursos afirmativos de inscrição feminina, negra e africana em mais de 38 anos de carreira. Pretende-se discutir a diáspora africana a partir da trilogia musical que Angélique produziu em um período crucial de mudanças estéticas e temáticas em sua vida artística. Oremi (1998), Black Ivory Soul (2002) e Oyaya (2004) são três álbuns que, respectivamente, encruzilham as músicas afrodiaspóricas e africanas em uma rede atlântica que abrange Estados Unidos, Brasil e Caribe. Ao expandir sua dicção e performance nas Américas e incorporá-las a sua criação pela clave da memória e da ancestralidade, Angélique recria uma experiência que desde cedo a formou no Benim: a música negra norte-americana, afro-brasileira e afro-caribenha. Essas tradições se acentuam na trilogia, como ela mesma descreve, em forma de um link com a diáspora, que mostra o quanto o continente africano contribuiu imensamente para a cultura contemporânea no Ocidente a partir do jazz, do blues, do hip hop, da salsa, do reggae, do samba. As textualidades africanas que a música reinscreve nesse contexto resultam produtos interdiscursivos e midiáticos de alcance global, cujas rotas operadas por músicos, intérpretes e produtores reencenam modalidades de recepção, para além das limitações coloniais. Esse repertório entre as margens do Atlântico transcende fronteiras e nos possibilita entender as próprias estratégias e dinâmicas de constituição de seus fluxos e refluxos. Angélique Kidjo promove com seu projeto musical essa discussão sobre tradução cultural na diáspora africana.
The thesis analyzes the artistic, artivist and intellectual trajectory of the singer and composer Angélique Kidjo (1960, Ouidah, Benin). This musical production has symbolic references fon and ioruba that cross with the African diasporas in the Americas. Recognized internationally since the 1980s, when she self-exiled herself in France as a result of the political and economic situation in Benin that displeased her, Angélique Kidjo plays an important role both within and outside Africa, becoming one of the most expressive and influential voices against racism and other counter-hegemonic confrontations around the idea of Africa built by the West. Through music, the Beninese artist activates and articulates affirmative speeches of feminine, black and African inscription in more than 38 years of career. It is intended to discuss the African diaspora from the musical trilogy that Angélique produced in a crucial period of his artistic life of aesthetic and thematic changes. Oremi (1998), Black Ivory Soul (2002) and Oyaya (2004) are three albums that respectively dialogue Afro-diasporic and African songs in an Atlantic network that covers the United States, Brazil and the Caribbean. By expanding her diction and performance in the Americas and incorporating her creation into the key of memory and ancestry, Angélique recreates an early experience in Benin: black American, Afro-Brazilian and Afro-Caribbean music. These traditions are accentuated in the trilogy, as she describes herself, in the form of a link with the diaspora, which shows how much the African continent contributed immensely to contemporary culture in the West from jazz, blues, hip hop, salsa, reggae, samba. The African textualities that music reinscribes in this context result in interdiscursive and media products of global reach, whose routes operated by musicians, performers and producers re-enter modes of reception, beyond the colonial limitations. This repertoire between the shores of the Atlantic transcends boundaries and enables us to understand the strategies and dynamics of the constitution of its flows and ebbs. Angélique Kidjo promotes with her musical project this discussion about cultural translation in the African diaspora.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31682
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