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Title: Adaptação de uma intervenção breve sobre a responsividade de mães de bebês hospitalizados
Authors: Soares, Zelma Freitas
???metadata.dc.contributor.advisor???: Alvarenga, Patrícia
Keywords: Desenvolvimento infantil;Responsividade materna;Interação mãe-bebê;Sífilis congênita;Hospital;Intervenção
Issue Date: 2-May-2019
Abstract: No Brasil, muitas famílias vivem em contextos de vulnerabilidade social que expõem as crianças a inúmeros riscos à saúde, resultando em hospitalizações. A associação desses diferentes fatores aumenta a probabilidade de que a mãe se comporte de forma menos responsiva com seu bebê hospitalizado, pois os recursos psicológicos e as fontes contextuais de estresse desempenham um papel central na qualidade na responsividade materna. Considerando esses aspectos, o presente estudo teve como objetivo adaptar uma intervenção breve sobre a responsividade materna para a implementação com mães de recém-nascidos hospitalizados para tratamento de sífilis congênita, provenientes de contexto de vulnerabilidade social, bem como fazer uma avaliação preliminar de seus efeitos sobre os comportamentos maternos responsivos. O estudo adotou delineamento pré-experimental somente com pós-teste e foi realizado em um hospital-maternidade na cidade de Salvador/BA. Participaram 20 díades, distribuídas entre os grupos intervenção e comparação. Na avaliação pré-intervenção foi preenchida a Ficha de dados sociodemográficos e a Ficha de informações clínicas do bebê. Além disso, foi realizada avaliação da saúde mental materna por meio do SRQ-20. No pós-intervenção foi realizada avaliação da responsividade materna, a partir de uma observação da interação livre entre mãe e bebê, e da satisfação das participantes do grupo intervenção com o programa. Ambos os grupos foram submetidos aos mesmos procedimentos do pré e pós-intervenção, com exceção da avaliação da satisfação com o programa que foi aplicada somente no grupo intervenção. Após a avaliação pré-intervenção, as díades do grupo intervenção participaram do Programa de Responsividade Materna/Recém-nascidos. Esse programa é uma adaptação do Programa de Responsividade Materna para o contexto hospitalar. O programa original envolve oito visitas domiciliares, entre o terceiro e o décimo mês de vida do bebê. O modelo adaptado envolve seis sessões e, a principal adaptação esteve relacionada à introdução de técnicas do modelo psicoterapêutico Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) nas duas sessões iniciais, com o objetivo de intervir sobre as emoções e preocupações das mães diante da doença e da hospitalização do bebê. Além disso, o número de sessões destinadas à intervenção sobre a responsividade materna foi reduzido, levando em consideração as caraterísticas específicas do contexto hospitalar, bem como das díades participantes. Portanto, nas sessões três, quatro e cinco foram trabalhados três temas relacionados à responsividade materna: o potencial interativo do recém-nascido, a importância da contingência social para o desenvolvimento e os riscos da intrusividade para o desenvolvimento. A última sessão foi destinada a revisão dos temas trabalhados nas sessões anteriores, tanto relacionados à ACT quanto à responsividade. Os resultados indicaram que a intervenção apresentou efeito positivo sobre uma dimensão da responsividade materna: interpretar o comportamento do recém-nascido. As mães do grupo intervenção apresentaram uma frequência mais alta desse tipo de resposta ao comportamento do bebê do que as mães do grupo comparação durante a interação livre. Discute-se a importância do comportamento responsivo materno de interpretar os sinais e pistas do bebê para o desenvolvimento infantil e para a qualidade da interação da díade, bem como a necessidade de dar continuidade à pesquisa sobre o programa de intervenção com vistas a alcançar resultados mais expressivos sobre a responsividade.
In Brazil, many families live in contexts of social vulnerability that expose children to numerous health risks, resulting in hospitalizations. The association of these different factors increases the likelihood that the mother responds in a less sensitive way with her baby at the hospital, since psychological resources and contextual sources of stress play a central role in the quality of maternal sensitivity. Taking these aspects into account the current study aimed to adapt a brief intervention focused on the maternal sensitivity for mothers of newborns who were hospitalized to treat congenital syphilis and lived in socially vulnerable contexts, as well as to make a preliminary evaluation of its effects on sensitive maternal behaviors. The study adopted a pre-experimental design only with post-test and was performed in a maternity hospital in the city of Salvador/BA. Participants were 20 dyads, distributed between intervention and comparison groups. In the pre-intervention evaluation, the Sociodemographic Data Sheet and the Baby Clinical Information Sheet were completed. In addition, an evaluation of maternal mental health through SRQ-20. In the post-intervention, was measures of maternal sensitivity, based on an observation of mother-infant free interaction, and of participants’ satisfaction with the program. Both groups went through the same pre and post-intervention procedures, except for the evaluation of the satisfaction with the program, which was assessed only in the intervention group. After the pre-intervention evaluation, the dyads of the intervention group participated in the Maternal Sensitivity Program/Newborns. This program resulted from an adaptation of the Maternal Sensitivity Program for hospital contexts. The original program includes eight home visits, between the third and tenth month of the infant's life. The adapted model is carried out in six sessions, and the main adaptation was the introduction of techniques from the psychotherapeutic approach Acceptance and Commitment Therapy (ACT) in the two initial sessions, aiming to intervene on mothers’ emotions and concerns in the face of the disease and the hospitalization. In addition, the number of sessions focused on maternal sensitivity was reduced, taking into account the specific characteristics of the hospital context, as well as dyads’ specificities. Therefore, three themes related to maternal sensitivity were addressed on sessions three, four and five: the interactive potential of the newborn, the importance of social contingency for development and the risks of intrusiveness for development. The last session aimed at reviewing the themes discussed in previous sessions, related to both, ACT and maternal sensitivity. Results indicated that the intervention had a positive effect on one dimension of maternal sensitivity: interpreting the newborn’s behavior. The mothers of the intervention group had a higher frequency of this type of response to baby’s behavior than mothers in the comparison group during free interaction. The importance of the maternal sensitive behavior of interpreting the infant’s signals and cues for child development and for the quality of the dyad’s interaction is discussed, as well as the need of further research on the intervention program in order to achieve more expressive effects on maternal sensitivity.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29399
ISSN: Dissertação
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