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Title: TRANSFOBIA, RACISMO E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE DE PESSOAS TRANSEXUAIS NEGRAS: TRANSGRESSÃO DO PENSAR A PARTIR DO ÂMBITO DO SUS
Authors: Oliveira, Gilmara Silva de
???metadata.dc.contributor.advisor???: Miranda, Valéria dos Santos Noronha
Keywords: Transfobia;Racismo;Sexismo;Saúde;Interseccionalidade;Transgressão
Issue Date: 1-Apr-2019
Abstract: Este trabalho tem como propósito refletir sobre o acesso e a utilização dos serviços de saúde, no âmbito do SUS, por mulheres transexuais autodeclaradas negras, compreendendo os atos de transfobia, racismo e sexismo como principais implicadores para a saúde desse segmento social. Interessa contribuir para visibilidade das especificidades das mulheres transexuais, sobretudo,no tocante às demandas de saúde, na perspectiva da articulação integrada com as demais políticas públicas, bem como contribuir para viabilizar o rompimento de paradigmas inerentes à sociedade heteronormativa, baseada nos padrões dominantes. Para tanto, na reflexão introdutória importa situar o leitor e a leitora quanto às razões e espaços de vivência motivadores para a discussão, bem como mencionar o percurso metodológico para a realização do trabalho. No segundo momento, aborda-se uma breve - visto a vasta literatura disponível -, contextualização histórica do ainda atual processo de luta da sociedade brasileira por uma Reforma Sanitária, demarcando o protagonismo da população LGBT e, em particular, a constante atuação das pessoas e movimentos sociais do segmento transexual na reivindicação por implantação e implementação dos ambulatórios de transexualização no país. Com base em contribuições teóricas, aborda-se as categorias relevantes que sugerem a compreensão de saúde para além da doença, numa perspectiva de ampliação prática desse conceito, considerando os determinantes sociais em saúde e as intersecções sexualidade, gênero, raça e classe social como bases cruciais para a condição de vida e saúde da população transexual, e, em particular, das mulheres transexuais e negras. Os passos que seguem abarcam os caminhos percorridos para efetivação da pesquisa qualitativa, que conta com entrevista semiestruturada realizada com duas sujeitas sociais: uma profissional de saúde, do âmbito da Gestão, visto sua trajetória profissional em um determinado período, voltada para a atenção à saúde também das mulheres transexuais, e uma mulher transexual, autodeclarada negra, com uma vasta história de militância, pautando as especificidades das questões/demandas que acometem sua saúde e de tantas outras mulheres trans representadas por ela. Realiza-se a reflexão da pesquisa, seguida de algumas considerações inconclusas, haja vista a dimensão e complexidade envolvidas. O resultado da pesquisa revela que apesar de alguns avanços como parte dos desdobramentos da luta constante da população LGBT, de um modo geral, e do protagonismo do segmento transexual, em particular, ainda há muito o que fazer para que o acesso aos serviços de saúde no âmbito do SUS seja efetivado em sua integralidade, dada as fortes manifestações dos crimes de transfobia e racismo, desde as relações interpessoais à violências institucionais.
This study aims to reflect on the access and utilization of health services, within SUS, by selfreported black transsexual women, including acts of transphobia, racism and sexism as main implicators for the health of this social segment. It is interesting to contribute to the visibility of the specificities of transsexual women, especially in relation to health demands, in the perspective of integrated articulation with other public policies, as well as contributing to the breakup of paradigms inherent to the heteronormative society based on the dominant patterns. Therefore, in the introductory reflection, it is important to situate the reader and the reader as to the motivating reasons and living spaces for the discussion, as well as to mention the methodological course for the accomplishment of the work. In the second moment, a brief discussion is presented - considering the vast literature available - historical contextualization of the still current process of struggle of Brazilian society for a Sanitary Reform, demarcating the protagonism of the LGBT population and, in particular, the constant performance of the people and social movements of the trans segment in the demand for implantation and implementation of transsexualization clinics in the country. Based on some theoretical contributions, we discuss relevant categories that suggest the understanding of health beyond disease, in a perspective of practical extension of this concept, considering the social determinants of health and the intersections sexuality, gender, race and social class as bases crucial to the living and health condition of the transgender population, and particularly of transsexual and black women. The steps that follow include the paths taken to carry out the qualitative research, which has a semistructured interview conducted with two social subjects: a health professional, from the scope of Management, given his professional trajectory in a given period, focused on health care also of trans women, and a transsexual woman, self-declared black, with a vast history of militancy, setting the specificities of the issues / demands that affect her health and of so many other trans women represented by her. The reflection of the research is carried out, followed by some inconclusive considerations, due to the dimension and complexity involved. The research results reveal that despite some advances as part of the ongoing struggles of the LGBT population, in general, and the protagonism of the transsexual segment in particular, there is still much to do so that access to health services in the scope of the SUS is fully implemented, given the strong manifestations of crimes of transphobia and racism, from interpersonal relations to institutional violence
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29099
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