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Title: INGLÊS COMO LÍNGUA DO MUNDO: UM OLHAR SOBRE A ESCOLA PÚBLICA BAIANA
Authors: Peixoto, Roberta Pereira
???metadata.dc.contributor.advisor???: Siqueira, Domingos Sávio Pimentel
Keywords: Inglês como língua franca;Ensino de línguas;Empoderamento;Escola pública;Bahia
Issue Date: 21-Feb-2019
Abstract: A comunicação em encontros multiculturais vem, cada vez mais, sendo efetivada mediante o uso do inglês funcionando como língua franca global (SEIDLHOFER, 2001, 2011; JENKINS, 2000, 2007, 2015). Mesmo diante do significativo avanço nos estudos sobre a temática, a sala de aula, considerada a representação do mundo que a cerca, parece estar isolada desse cenário. O objetivo geral deste trabalho de pesquisa é identificar se e como professores de língua inglesa da escola pública da rede estadual de ensino da Bahia (re)conhecem o estatuto do inglês como língua franca (ILF) e se pensam e planejam sua prática pedagógica a fim de proporcionar aos seus alunos não apenas o conhecimento formal da língua, mas, principalmente, meios que possibilitem a conquista de seu empoderamento a partir do domínio desta nova língua. Os fundamentos teóricos buscam contextualizar o leitor a respeito do processo de expansão da LI e como esta língua vem sendo vista e usada no mundo atualmente, quando conquistou o status de língua franca global, possibilitando a integração entre povos de todas as partes do planeta. Também trazem aspectos relacionados às implicações pedagógicas do ILF e à formação de professores. Ademais, aspectos relacionados à Pedagogia Crítica, ao empoderamento e à perspectiva do professor como intelectual transformador são abordados, uma vez que se espera que a prática pedagógica de qualquer educador, principalmente atuando no contexto da escola pública, esteja fundamentada nesses princípios. A investigação insere-se no campo da Linguística Aplicada e configura-se um estudo de cunho etnográfico e interpretativista. Inicialmente, foi enviado um questionário online para uma escola de cada um dos 417 municípios baianos, direcionado a professores de inglês, a fim de que fosse traçado um panorama inicial. Em seguida, foram selecionados 7 (sete) docentes, lotados em unidades de ensino nos municípios de Alagoinhas, Amargosa, Bom Jesus da Lapa, Eunápolis, Luís Eduardo Magalhães, Mirangaba e Salvador, para a realização das duas etapas seguintes da geração de dados: o registro etnográfico das aulas e a gravação das entrevistas semiestruturadas. A partir dos dados gerados em todas as etapas do trabalho, culminando com a devida triangulação, foi possível concluir que os princípios teóricos do ILF é algo ‘novo’ para os professores participantes e o que é colocado em prática, que possa a vir a ter relação com os princípios de ILF, ocorre de forma intuitiva e não com base no conhecimento teórico sobre o tema, implementado de maneira consciente. Além disso, o estudo demonstrou que a maioria dos professores investigados vê a língua que ensina como uma forma de promover o desenvolvimento do empoderamento dos seus alunos. Desse modo, fica evidente a necessidade de inclusão dessas questões na formação docente, bem como na capacitação continuada daqueles que já se encontram atuando na área. Além dos aspectos voltados para o ILF, é fundamental que também sejam promovidas discussões com os profissionais sobre temas como identidade e educação empoderadora.
Communication in multicultural settings is increasingly being carried out through the use of English as a global lingua franca (SEIDLHOFER, 2001, 2011; JENKINS, 2000, 2007, 2015). Even in face of the significant development in the studies on the subject, the classroom, considered the representation of the world that surrounds it, seems to be isolated from this scenario. This research aims to identify if and how English language teachers from public schools in the state of Bahia, Brazil, recognize the construct of English as a Lingua Franca (ELF), and how they think and plan their pedagogical practices in order to provide their students not only with the formal knowledge of the language but, above all, with the means to enable them to achieve empowerment along with the acquisition of the new language. The theoretical foundations seek to contextualize the reader about the process of English language expansion and how this language has been seen and used in the world today, when it has achieved the status of a global lingua franca, enabling the integration between peoples from all over the planet. They also bring aspects related to the pedagogical implications of ELF and teacher education. In addition, issues related to Critical Pedagogy, empowerment and the perspective of the teacher as a transforming intellectual are addressed, since it is expected that the pedagogical practice of any educator, mainly acting in the context of the public school, is to be based on these principles. The research is placed within Applied Linguistics and it is of an ethnographic and interpretative character. Initially, an online questionnaire was sent to one school in each of the 417 cities of the state of Bahia, directed to English teachers, in order to have an initial overview of the broader scenario. Then, among these, seven teachers who work in schools in the cities of Alagoinhas, Amargosa, Bom Jesus da Lapa, Eunápolis, Luís Eduardo Magalhães, Mirangaba and Salvador were selected to move on with the next two steps of data collection: the ethnographic observations of lessons and the recording of semi-structured interviews. From the data generated in all the stages of this research, culminating with the proper triangulation, it is possible to conclude that the theoretical principles of ELF are something ‘new’ for participating teachers. Besides, what it is put into practice in their classes that may be related with ELF principles occurs in an intuitive way, and it is not based on the theoretical knowledge on the subject, implemented in a conscious way. Moreover, the study demonstrated that most investigated teachers see the language they teach as a way to promote the development of their students’ empowerment. Thus, it is evident the need to include these issues in teacher training programs, as well as in continuous teacher training for those who are already working in the area. In addition, it is essential to promote discussions with educators on issues related to identity and empowering education.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28678
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