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Title: Inteligência emocional, congruência pessoa-ambiente e satisfação intrínseca no trabalho: um estudo com base no modelo Riasec
Authors: Batista, Jonatan Santana
???metadata.dc.contributor.advisor???: Gondim, Sônia Maria Guedes
???metadata.dc.contributor.advisor-co???: Magalhães, Mauro de Oliveira
Keywords: Congruência Pessoa-ambiente;Interesses Profissionais;Satisfação intrínseca no trabalho;Inteligência Emocional
Issue Date: 25-Jan-2019
Abstract: O objetivo geral desta dissertação foi o de investigar as relações entre a inteligência emocional, a congruência pessoa-ambiente e a satisfação intrínseca no trabalho. A congruência a partir do modelo RIASEC (Realista, Investigativo, Artístico, Social, Empreendedor, Convencional) desenvolvido por Holland, representa o grau de ajuste entre os interesses profissionais e as percepções dos trabalhadores acerca das demandas do ambiente ocupacional. A inteligência emocional de acordo com o modelo desenvolvido por Mayer e Salovey representa a habilidade de reconhecer, compreender, facilitar e regular as emoções em situações pessoais e interpessoais em prol do bem-estar. A satisfação intrínseca no trabalho resulta das condições do trabalho, do ajuste do trabalhador à atividade e das características pessoais dos trabalhadores e está associada a respostas emocionais positivas ao desempenho das atividades profissionais. Estudos empíricos apontam a necessidade de testar variáveis moderadoras nas relações entre a inteligência emocional e a satisfação intrínseca no trabalho. Para atender ao objetivo geral foram desenvolvidos dois estudos. O primeiro teve o objetivo de aperfeiçoar o Inventário de Classificação Ocupacional (ICO), uma medida de mensuração dos ambientes ocupacionais que permite mensurar também a congruência pessoa-ambiente baseada no modelo RIASEC, até então a única medida disponível para a realização de estudos em território nacional. O segundo estudo testou dois modelos: o de predição da inteligência emocional sobre a satisfação intrínseca no trabalho e o de moderação da congruência pessoa-ambiente nas relações entre inteligência emocional e satisfação intrínseca no trabalho. Participaram dos dois estudos 486 trabalhadores divididos entre estagiários e profissionais formados (graduados e pós-graduados) com no mínimo seis meses de trabalho na mesma área profissional, sendo 237 homens e 249 mulheres, com idades entre 18 e 68 anos. Os participantes responderam à ICO-R (versão revisada), à Escala Interesses Vocacionais (EIV), a Escala de Satisfação Intrínseca, e ao Perfil de Competências Emocionais (PEC). A Análise dos Eixos Principais (PAF) indicou que o ICO-R apresentou uma estrutura de seis fatores com índices de consistência internos satisfatórios, explicando 52% da variância total. As relações das dimensões do ICO-R com as dimensões da EIV ambas baseadas no RIASEC, indicaram relações variando entre moderadas e fortes nas dimensões correspondentes, e relações mais fracas, negativas ou mesmo inexistentes nas dimensões opostas, em acordo com a expectativa teórica do modelo hexagonal RIASEC. Desse modo o ICO-R foi utilizado no segundo estudo. Para fins de teste do estudo 2 os trabalhadores foram divididos em dois grupos profissionais, conforme o modelo hexagonal do RIASEC: o primeiro, cujas atividades estão mais voltadas às pessoas e o segundo cujas atividades estão mais voltadas aos processos e ao manejo de objetos, dados e ideias. A relação da congruência e a inteligência emocional com a satisfação intrínseca no trabalho foi mais forte no primeiro grupo que lida com pessoas do que no grupo que lida mais com objetos, dados e ideias. Tanto a congruência como a inteligência emocional se revelaram bons preditores da satisfação intrínseca no trabalho, contudo, a congruência não se mostrou como variável moderadora da relação inteligência emocional-satisfação intrínseca. Limitações, implicações teóricas e sugestões são discutidas ao longo do estudo.
The general objective of this dissertation was to investigate the relationships between emotional intelligence, the person-environment congruence and the intrinsic satisfaction at work. The congruence from the RIASEC model (Realistic, Investigative, Artistic, Social, Entrepreneur, Conventional) developed by Holland represents the degree of adjustment between the professional interests and the workers' perceptions about the demands of the occupational environment. Emotional intelligence according to the model developed by Mayer and Salovey represents the ability to recognize, understand, facilitate and regulate emotions in personal and interpersonal situations in favor of well-being. The intrinsic satisfaction at work results from the conditions of work, from the adjustment of the worker to the activity and the personal characteristics of the workers and is associated with positive emotional responses to the performance of the professional activities. Empirical studies point to the need to test moderating variables in the relationships between emotional intelligence and intrinsic job satisfaction. Two studies were developed to meet the general objective. The first objective was to improve the Occupational Classification Inventory (ICO), a measurement of the occupational environments that allows measuring also the person-environment congruence based on the RIASEC model, until then the only available measure for studies in national territory. The second study tested two models: the prediction model of emotional intelligence on the intrinsic satisfaction at work and the moderation of the person-environment congruence in the relationships between emotional intelligence and intrinsic satisfaction at work. 486 workers were divided between trainees and trained professionals (graduates and postgraduates) with at least six months of work in the same professional area, 237 men and 249 women, aged between 18 and 68 years. Participants responded to the ICO-R (Revised Version), the Vocational Interests Scale (EIV), the Intrinsic Satisfaction Scale, and the Emotional Competency Profile (PEC). The Principal Axis Analysis (PAF) indicated that the ICO-R had a six factor structure with satisfactory internal consistency indexes, explaining 52% of the total variance. The relationships of ICO-R dimensions with EIV dimensions, both based on RIASEC, indicated relationships varying between moderate and strong in the corresponding dimensions, and weaker, negative or even non-existent relationships in the opposite dimensions, in agreement with the theoretical expectation of the model hexagonal RIASEC. Thus ICO-R was used in the second study. For the purpose of test of study 2 the workers were divided into two professional groups, according to the hexagonal model of RIASEC: the first one, whose activities are more directed to the people and the second whose activities are more focused on the processes and the handling of objects, data and ideas. The relationship between congruence and emotional intelligence with intrinsic satisfaction at work was stronger in the first group that deals with people than in the group that deals more with objects, data, and ideas. Both congruence and emotional intelligence proved to be good predictors of intrinsic satisfaction at work, however, congruence was not shown to be a moderating variable in the relationship between emotional intelligence and intrinsic satisfaction. Limitations, theoretical implications and suggestions are discussed throughout the study.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28467
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