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Title: Vozes de mulheres negras: da clandestinidade à contestação translocal
Authors: dos Santos, Dóris Dias
???metadata.dc.contributor.advisor???: de Aragão, Daniel Maurício Cavalcanti
Keywords: Gênero;Raça;Classe;Feminismos Transnacionais
Issue Date: 7-Dec-2018
Abstract: Questões de gênero têm ganhado, a cada dia, certa visibilidade e status em diversas áreas sociopolíticas auto-proclamadas globais. Nesse sentido, este trabalho tem por objetivo primeiro, com método ensaístico, analisar o contexto de correlação de forças capitalistas inscritas dentro de organizações, agências e movimentos sociais transnacionais que se pretendem combativos mas que são capturados e não escapam dessa mão pretensamente invisível e anti-histórica do Capitalismo – em constantes crises, trazendo nessas a habilidade de se reinventar. Dessa forma, a crítica ao internacionalismo liberal é, a princípio, uma das camadas essenciais do debate, mas não a única. E justamente nesse sentido crítico, ressalta-se a insuficiência de correntes críticas a esse quando se trata da abordagem sobre raça, classe e gênero – inclusive e fundamentalmente o próprio Feminismo que, na sua amplitude, também enfrenta um processo de cooptação e barganha, sendo alvo de críticas de outros segmentos dentro dele, como os Feminismos Negros, de Terceiro Mundo, destacando as lacunas quanto à raça, etnia, classe e nacionalidade. No mesmo intuito, resgata-se arcabouço teórico de vozes que dizem se preocupar ou se preocuparam com as questões em torno de ou tangendo as vidas das mulheres negras, especialmente nos Estados Unidos – onde a discussão sobre interseccionalidade teve origem e o ativismo de mulheres negras teve também uma crescente visibilidade, mas também uma série de contradições. Além disso, no decorrer do trabalho, desvelam-se algumas ausências no que se refere à raça, classe e gênero no campo da teoria das relações internacionais, do pós-colonialismo e da cooperação internacional para o desenvolvimento. Faço também um resgate analítico de três obras que podem sintetizar as relações de mulheres negras quanto a essas temáticas: duas da pesquisadora Kimberly Springer, Still Lifting, Still Climbing e Living for the Revolution, além de outra, The Revolution Will Not Be Funded: Beyond the Non-Profit Complex, organizada pelo INCTE! Women of Color Against Violence. Assim, fazer um resgate que tenha como pressuposto a desestabilização de Feminismos Cosmopolitas-Liberais, através também da desestabilização do Internacionalismo Liberal, tornou-se um dos cernes desta pesquisa. Dentro do espectro de contestação em torno de Gênero, Raça e Classe, esses movimentos e organizações cooptadas se pretendem neutras e fundam políticas não-vinculantes ditas universais – mas que, de múltiplas formas, se contaminam com os vícios normativos do sistema capitalista o qual, dentre tantos epítetos, permanece sendo o que sempre foi: competitivo, etnocêntrico e sexista. Assim, enxergar e analisar as margens verdadeiramente contestatórias para ação frente a tudo isso, permanece como prioridade e vertente norteadora, mesmo que identificá-las seja um desafio permanente.
Questions of gender have increasingly gained a certain visibility and status in various sociopolitical areas self-proclaimed as global. The primary objective of this research is to analyse, with an essay method, the context of a confluence of capitalist forces inscribed in organizations, agencies and transnational social moviments, which are captured and cannot escape the anti-historic and supposedly invisible hand of Capitalism - which, through constant crises, continually reinvents itself. In that sense, a critique of liberal internationalism, at first, is one of the layers of this debate, but not the only one. Also of note is the insufficiency of critical approaches when it comes to discussions of race, class and gender - including Feminism itself which, in its wide scope, also faces a process of being coopted and compromised, subjecting it to critiques from other sub-groups such as Black and Third World Feminisms, highlighting lacunas when it comes to race, ethnicity, class and nationality. Along those same lines, I intend to retrieve a body of theory from voices that seek or sought to concern themselves with questions regarding the lives of black women, especially in the United States - where the discussion on intersectionality originated and the activism of black women also experienced a growing visibility, though this was also accompanied by a series of contradictions. As well, certain absences reveal themselves in terms of race, class and gender in the field of international relations, post-colonialism and international development cooperation theory. I also engage in an analytic recovery of three works that can synthesize black women's relations in regards to those themes: two by the researcher Kimberly Springer, Still Lifting, Still Climbing, and Living for the Revolution, as well as The Revolution Will Not Be Funded: Beyond the Non-Profit Complex, organized by INCITE! Women of Color Against Violence. In that sense, such a theoretical recovery that pressuposes the destabilization of Liberal-Cosmopolitan Feminisms, as much as the destabilization of Liberal Internationalism, became one of this research's central themes. In the spectre of contestation around Gender, Race and Class, these movements and coopted organizations seek to be neutral and found so-called universal non-binding resolutions - but that, in multiple ways, are contaminated with the normative vices of the capitalist system which, among so many epithets, continues being what it always was: competitive, ethnocentric and sexist. And so, discerning and analyzing truly contestational margins of action remains a priority and directive, despite the permanent challenge involved in identifying these margins.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28131
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