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Title: Práticas discursivas sobre atuação psicológica em HIV-aids: sentidos produzidos no cotidiano dos serviços públicos de saúde em uma cidade da Bahia
Authors: Gomes, Emilly Sales Sala
???metadata.dc.contributor.advisor???: Jesus, Mônica Lima de
Keywords: Atuação psicológica.;IST/HIV-aids.;Clínica ampliada.;Psicologia social construcionista.;Práticas discursivas.;Construcionismo.;Formação em psicologia.
Issue Date: 30-Aug-2018
Abstract: Esta dissertação objetivou compreender as práticas discursivas de psicólogas/os sobre a atuação psicológica na abordagem às IST/HIV-aids em serviços especializados em uma cidade da Bahia. Para tanto, inspiradas teórico-metodologicamente na perspectiva da psicologia social construcionista, realizamos nove entrevistas semiestruturadas com profissionais ligadas/os a serviços da rede municipal e estadual de saúde pública, entre maio de 2017 e janeiro de 2018. As entrevistas foram audiogravadas, transcritas integralmente e analisadas por meio da análise categorial temática. As/os psicólogas/os destacaram dificuldades e desafios diversos na operacionalização das práticas psicológicas nos serviços de IST/HIV-aids. Essas incitações estão mais relacionadas à apropriação de saberes e fazeres do campo da saúde pública/coletiva do que aos conhecimentos e práticas do núcleo da psicologia. Relacionam-se, especificamente, às desafiações impostas à formação em psicologia para atender às necessidades das pessoas e às finalidades dos programas e políticas; às dificuldades do trabalho em equipe e das características dos serviços de saúde pública; ao cuidado e atenção à subjetividade em um contexto permeado por normativas e prescrições para efetivação da promoção da saúde e prevenção de doenças; por fim, ao contexto político atual, que impõe desafios específicos aos/às profissionais de saúde para efetivação das ações e objetivos do SUS. Em alguma medida, eles estão fomentando revisões e (re)invenções das práticas e as/os profissionais têm desenvolvido estratégias para contornálos. Dessa maneira, as instigações também têm forçado a ampliação da perspectiva de atuação profissional, sinalizando uma tendência à abertura na construção de uma clínica psicológica ampliada. Assim, elementos das dimensões social e biológica, e não apenas subjetiva, da clientela dos serviços de saúde têm encontrado espaço de escuta e intervenções psicológicas, em maior ou menor grau a depender das características das/os profissionais e da perspectiva teórica adotada. Apresentamos, portanto, uma discussão em torno da ampliação do objeto, objetivo e meios de intervenção da clínica psicológica nos serviços de IST/HIVaids. Concluímos que a ampliação da clínica psicológica no contexto da saúde pública/coletiva apresenta-se como um processo em construção, mesmo dentro da trajetória de cada profissional. Isso porque, um/a única/o profissional, em diferentes momentos, realiza ações e assume posturas que a/o aproxima ou distancia da proposta da clínica ampliada em saúde. Não existiram dicotomias em que um/a profissional assumiu apenas uma postura restrita e outra/o somente uma postura ampliada da clínica. Apesar disso, alguns repertórios linguísticos apontaram para trajetórias profissionais mais sensíveis às demandas e propostas do contexto de atuação e à construção de atuações mais afeitas/adequadas a essas necessidades. Dessa forma, a construção da clínica ampliada em psicologia se dá entre aproximações e recuos do que seria uma prática clínica mais contextualizada e comprometida com as características do campo de atuação.
This dissertation aimed to understand the discursive practices of psychologists on psychological action in the approach to STI/HIV-aids in specialized services in a city of Bahia. In order to do so, inspired theoretically and methodologically from the perspective of social constructionist psychology, we conducted nine semi-structured interviews with professionals connected to municipal and state public health services between May 2017 and January 2018. The interviews were audio-taped, fully transcribed and analyzed through thematic categorical analysis. Psychologists highlighted several difficulties and challenges in the operationalization of psychological practices in STI/HIV-AIDS services. These incentives are more related to the appropriation of knowledge and practices of the field of public/collective health than to the knowledge and practices of the core of psychology. They relate specifically to the challenges posed to training in psychology to meet people's needs and the purposes of programs and policies; the difficulties of teamwork and the characteristics of public health services; care and attention to subjectivity in a context permeated by regulations and prescriptions for effective health promotion and disease prevention; and finally, to the current political context, which imposes specific challenges on health professionals to implement SUS actions and objectives. To some extent, they are fostering revisions and (re)inventions of practices and practitioners have developed strategies to bypass them. In this way, the instigations have also forced the expansion of the perspective of professional performance, signaling a tendency to openness in the construction of an expanded psychological clinic. Thus, elements of the social and biological dimensions, not only subjective, of the clientele of health services have found listening space and psychological interventions, to a greater or lesser extent depending on the characteristics of the professionals and the theoretical perspective adopted. We present, therefore, a discussion about the magnification of the object, objective and means of intervention of the psychological clinic in the services of STI/HIV-aids. We conclude that the expansion of the psychological clinic in the context of public/collective health presents itself as a process under construction, even within the trajectory of each professional. This is because, a single professional, at different moments, performs actions and assumes positions that approach or distances the proposal of the expanded health clinic. There were no dichotomies in which one professional took only one restricted posture and another only an extended position of the clinic. Nevertheless, some interpretive repertoires pointed to professional trajectories more sensitive to the demands and proposals of the context of action and to the construction of actions that are more responsive to these needs. Thus, the construction of the expanded clinic in psychology occurs between approximations and retreats of what would be a more contextualized clinical practice and committed to the characteristics of the field of action.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27165
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