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Title: Pedra que ronca, pedra de ponta: redes colaborativas de educação e culturas populares no bairro de Itapuã
Authors: Maia, Débora Matos
???metadata.dc.contributor.advisor???: Abib, Pedro Rodolpho Jungers
Keywords: Educação;Cultura popular;Implicação;Redes colaborativas;Education;Popular culture;Collaborative networks;Implication;Educación;Implicación;Difusão cultural;Movimentos sociais
Issue Date: 24-Apr-2018
Abstract: Este trabalho é fruto de uma pesquisa-ação implicada, construída de maneira colaborativa, a partir da necessidade de fomentar e difundir as manifestações culturais de Itapuã junto aos moradores que passaram a habitar o bairro. Para tanto, os protagonistas das culturas populares articularam-se, com o apoio dos trabalhadores da educação, para apresentar às crianças e aos jovens das instituições públicas de educação formal, a história e a diversidade cultural do lugar. Pensando no amanhã, a comunidade de Itapuã organizou-se em redes colaborativas, para valorizar e fomentar a sua cultura, já os sujeitos das escolas acreditaram e apoiaram as propostas desenvolvidas pelo Projeto Griô e, posteriormente, no IV Desfile da Primavera. Discutimos durante as práticas pedagógicas sobre temas transversais, transdisciplinares e descolonizadores, a partir de uma outra lógica, das culturas populares, sendo abordados conhecimentos referentes ao meio ambiente; questões de gênero e raça; preconceito; história do Brasil, da cidade de Salvador e de Itapuã; conhecimentos sobre pesca, dança, capoeira, arte circense, percussão, ritmos, canções, lendas, mitos, festas, manifestações, grupos culturais, dentre outros, mostrando que existem outras possibilidades, a partir da realidade vivida, para a educação formal no Brasil. O fio condutor foi a implicação das redes colaborativas, dando forças para que os obstáculos fossem ultrapassados, bem como fossem superadas as disputas de poder, tensões e conflitos. Mergulhar no mar de Itapuã nos faz perceber que a Pedra de Ponta representa o fortalecimento cultural do território, que é baseado no protagonismo e na resistência dos moradores que possuem um sentimento de pertencimento singular. Estes buscam transmitir essa essência à nova geração, através dos saberes, fazeres, manifestações, grupos, histórias de vida e da memória social sobre o lugar da “pedra que ronca”, mas não adormece perante as transformações sofridas no decorrer dos anos.
ABSTRACT This work is the result of an implied research-action, that was built in a collaborative way from the need to foment and diffuse the cultural manifestations of Itapuã to the residents who came to inhabit the neighborhood. Therefore, the protagonists of popular cultures articulated, with the support of the education workers, to present the history and cultural diversity of the place to the children and young people of the public institutions of formal education. Thinking about tomorrow, the community of Itapuã was organized in collaborative networks to value and promote their culture, while on the other hand the subjects of the schools believed and supported the proposals developed with the Griô Project and, later, with the IV Spring Parade. We discussed during pedagogical practices on transversally , transdisciplinary and decolonizing themes from another logic, from popular cultures, in which knowledge about the environment was approached; issues of gender and race; prejudice; history of Brazil, the city of Salvador and Itapuã; knowledge about fishing, dance, capoeira, art of clowning, percussion, rhythms, songs, legends, myths, parties, demonstrations, cultural groups, among others, showing that there are other possibilities, from the lived reality, for formal education in Brazil. The guiding thread was the implication of collaborative networks, giving strengths to overcome obstacles, as well disputes over power, tensions and conflicts. Diving in the sea of Itapuã makes us realize that the Stone of Ponta represents the cultural strengthening of the territory, which is based on the protagonism and resistance of the inhabitants possessing a feeling of singular belonging. These seek to transmit this essence to the new generation through the knowledge, actions, manifestations, groups, life histories and social memory about the place of the Stone that snores, but does not fall asleep in the face of the changes undergone over the years.
RESUMEN Este trabajo es fruto de una investigación-acción implicada que fue construida de manera colaborativa a partir de la necesidad de fomentar y difundir las manifestaciones culturales de Itapuã para los moradores que pasaron a habitar el barrio. Para ello, los protagonistas de las culturas populares se articularon, con apoyo de los trabajadores de la educación, para presentar a los niños y jóvenes de las instituciones públicas de educación formal la historia y diversidad cultural del lugar. Pensando en el mañana, la comunidad de Itapuã se organizó en redes colaborativas para valorar y fomentar su cultura, mientras que por otro lado los sujetos de las escuelas creyeron y apoyaron las propuestas desarrolladas con el Proyecto Grifo y, posteriormente, con el IV Desfile de la Primavera. Discutimos durante las prácticas pedagógicas sobre temas transversales, transdisciplinares y decolonizadores a partir de otra lógica, de las culturas populares, en que se abordaron conocimientos referentes al medio ambiente; cuestiones de género y raza; preconcepto; historia de Brasil, de la ciudad de Salvador y de Itapuã; y en el caso de que se produzca un cambio en la calidad de vida de las personas. El hilo conductor fue la implicación de las redes colaborativas, dando fuerzas para que los obstáculos fueran superados, así como se superaran las disputas de poder, tensiones y conflictos. Buceo en el mar de Itapuã nos hace percibir que la Piedra de Ponta representa el fortalecimiento cultural del territorio, que se basa en el protagonismo y resistencia de los moradores poseedores de un sentimiento de pertenencia singular. Estos buscan transmitir esa esencia a la nueva generación a través de los saberes, hacer, manifestaciones, grupos, historias de vida y de la memoria social sobre el lugar de la Piedra que ronca, pero no adormece ante las transformaciones sufridas con el transcurrir de los años.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25804
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