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Title: Gênero e literatura nos contextos imaginados de América Latina: uma leitura política à narrativa de Nélida Piñon e Isabel Allende
Authors: María, Antonia Miranda Gonzalez
???metadata.dc.contributor.advisor???: Vieira, Nancy Rita Ferreira
Keywords: Literatura latino-americana;Nacionalismo;Isabel Allende;Identidade de gênero;Mulheres - Literatura latino-americana;Piñon, Nélida, 1938- 5
Issue Date: 7-Aug-2017
Abstract: O objetivo fundamental deste trabalho expressa a necessidade de analisar a relação entre duas obras: A Casa dos Espíritos (1982) da escritora chilena Isabel Allende, escrita em 1942, e A República dos Sonhos (1984) da escritora brasileira Nélida Piñon, de 1937, pela perspectiva de gênero, porém, dentro da lógica interseccional, no período de tempo dos anos 80, com o intuito de analisar as rupturas que podem gerar os modelos de identidade de gênero produzidas por escritoras latino-americanas contemporâneas. A discussão teórica se pautou, sobretudo, no discurso da identidade nacional, unitário, heteronormativo e hegemônico, considerando outras identidades micro, performativas, fragmentadas e invisibilizadas tão relacionadas ao poder como a primeira, que coexistem, são parte consubstancial dos grandes relatos regionais e podem ajudar a construir uma versão particular da história. A metodologia empregada foi basicamente qualitativa pelas vantagens de um desenho de investigação flexível e porque não tinha como propósito estabelecer inferências, embora isto não signifique que faça um entendimento do objeto de estudo sem aceder à análise do geral. A ausência de generalizações não significa que se proponha operar no universo micro descuidando as conexões com a rede mais ampla de fenômenos sociais e instituições e seus laços interativos concernentes ao “contexto”. Os romances foram abordados com o impulso desconstrucionista, que trata de procurar um texto por outro e de dissolver ou embutir um texto em outro, estabelecendo uma dinâmica de leitura que contaminava os dois romances entre si, explicando suas tramas através de uma retroalimentação ativa, indicada pelo intuito de priorizar as imbricações das falas das personagens e extrair delas os aportes para a compreensão dos roteiros dos conceitos sinalizados. Deste modo, a reflexão sobre o assunto se iniciou através de conceitos como os de identidade, nação, nacionalidade, etc., a partir das fontes que oferecem o objeto literário: literatura latino-americana e, especificamente, sua narrativa de mulheres (com suas variações de Américas imaginadas). Utilizou-se, para isto, uma perspectiva interdisciplinar que provoca um movimento de inversão em duplo sentido: para não olhar desde “acima”, desde o “feminismo” o objeto/sujeito literatura das mulheres, senão desde ela, desde sua produção de referentes “nacionais”, olhar, apoiar e/ou confrontar, mediante posturas dialógicas, algumas posturas dos “feminismos” e, também para não encaixar ou embutir esta literatura na sua abordagem do nacional, nas perspectivas, narrativas tradicionais do nacionalismo, senão, em seu lugar, construir ou detalhar as definições (quase sempre abertas) construídas pelas narradoras.
El objetivo fundamental de este trabajo expresa la necesidad de analizar la relación entre dos obras: La casa de los Espíritus (1982) de la escritora chilena Isabel Allende (1942) y La República de los Sueños (1984) de la escritora brasileña Nélida Piñon (1937), desde la perspectiva de género, y dentro de la lógica interseccional, en el contexto de los años 80. Persigue la intención de analizar las rupturas que pueden generar los modelos de identidad de género producidos por las escritoras latinoamericanas contemporáneas. Especialmente de las rupturas con el discurso de la identidad nacional, unitário, heteronormativo y hegemónico, al considerar otras identidades micro, performáticas, fragmentadas e invisibilizadas, tan relacionadas al poder como la primera, que coexisten y forman parte consustancial de los grandes relatos regionales, y también pueden ayudar en la construcción de una versión particular de historia. La metodología empleada fue cualitativa por las ventajas de un diseño de investigación flexible, y porque no existía el propósito de establecer inferencias, aunque eso no significa que se realice un entendimiento del objeto de estudio sin acceder al análisis de un campo más general. La ausencia de generalizaciones no significa que se proponga operar en el universo micro descuidando las conexiones con la rede social más amplia de fenómenos sociales, y sus lazos interactivos concernientes al “contexto”. Los romances fueron abordados con el impulso descontruccionista, que trata de encontrar un texto en el otro, de disolver o embutir un texto en el otro, estableciendo una dinámica de lectura que contaminaba los dos romances entre sí, al explicar sus tramas a través de una retroalimentación activa, indicada por el intento de priorizar las voces de los personajes, y extraer de ellas, los aportes para la comprensión de los conceptos señalados. De este modo, la reflexión sobre el asunto se inició a través de los conceptos: identidad, nación, nacionalidad, a partir de las fuentes que ofrecen el objeto literario: literatura latinoamericana y específicamente su narrativa de mujeres (con su variedad de Américas imaginadas). Se utilizó una perspectiva interdisciplinar que provocaba un movimiento de inversión en un sentido duplo: para no mirar desde “arriba”, desde el feminismo, el objeto/sujeto literatura de las mujeres, sino que desde ellas, desde su producción de referentes nacionales, se mirara, apoyara o confrontara, mediantes posturas dialógicas, algunas posturas de los feminismos. Y también para no encajar, o embutir esta literatura, con su abordaje de lo nacional, en las perspectivas de las narrativas tradicionales del nacionalismo, sino, en su lugar, reconstruir y detallar las definiciones, casi siempre abiertas, construidas por las narradoras.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/23864
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