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Title: Trajetória, permanência e afiliação de estudantes LGBTS na UFRB: a transformação do estigma em orgulho
Authors: Silva, Elder
???metadata.dc.contributor.advisor???: Alves, Rita
???metadata.dc.contributor.advisor-co???: Nascimento, Cláudio
Keywords: Ensino Superior;Gênero;Gênero;Vida universitária;LGBTfobia;Sexualidades
Issue Date: 1-Jun-2017
Abstract: O processo de democratização do ensino superior brasileiro, tem possibilitado uma maior diversificação das/dos estudantes universitárias/os, através de políticas que ampliaram o acesso, garantiram a reserva de vagas para estudantes oriundos de escola pública, pretos e pardos, e economicamente vulneráveis. Entretanto, a ampliação do acesso, não tem garantido a permanência desses estudantes com perfis que divergem, daquele que, historicamente se estabeleceu como ideal e natural de estudante universitários. O acesso desse novo público e a própria diversificação do espaço universitário tem gerado uma série de confrontos, entre eles, os de gênero e sexualidade. Para diversos pesquisadores, a exemplo de Amaral (2015), Nadir (2015) e Givigi e Oliveira (2013), a universidade é uma instituição que produz, reproduz e atualiza as desigualdades sociais e hierarquias de classe, raça, gênero, território, origem, sexualidade, entre outras, contribuindo para que muitos conflitos sociais encontrem em seu interior mecanismos de estabilização, como no caso da heterossexualidade, que assim como na escola, é estabelecida e estabilizada como única possibilidade legítima de expressão sexual e de gênero. A universidade está sendo compreendida, no contexto desse estudo, como uma instituição social, que reflete a estrutura e a forma de funcionamento da sociedade e que também produz as suas próprias estruturas, regras, normas, ordenamentos e valores de legitimidade internos a ela. A lógica de classificação social que naturaliza as diferenças e hierarquias e inferioriza e hostiliza certos grupos, a exemplo daqueles que se afastam dos requisitos da norma heterossexual e do binarismo de gênero, tem provocado instabilidades na permanência e no processo de afiliação de estudantes LGBTs. As questões de gênero e sexualidade, quando interseccionada com os marcadores de classe, raça e origem, tem acentuado o estranhamento em relação à universidade, interferido nas trajetórias formativas e na construção do sucesso e êxito acadêmico, como consequência de uma permanência qualificada. Este estudo teve como objetivo principal investigar a trajetória formativa e o processo de afiliação acadêmica e permanência qualificada no ensino superior de estudantes LGBTs na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Os participantes foram seis jovens, estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras, vinculados aos cursos de Jornalismo, História, Serviço Social, Publicidade e Propaganda e Museologia. A abordagem ao tema foi qualitativa, e adotou-se a perspectiva da etnometodologia, ciência dos etnométodos, que tem como objetivo a busca empírica dos métodos utilizados pelos indivíduos para construir e dar sentindo as suas ações cotidianas. Para identificar as interlocutoras da pesquisa, realizei as Rodas de Saberes e Formação (RSF), e a partir da identificação foram realizadas entrevistas etnonarradas e escrita de etnodiários formativos. As entrevistas e as Rodas de Saberes e Formação foram realizadas no Centro de Artes, Humanidades e Letras, e o etnodiário foi utilizado para registro das atividades de campo, assim como dos aspectos observados no cotidiano da universidade. As estudantes revelaram suas trajetórias acadêmicas, seus processos de adaptação, as dificuldades encontradas, as resistências e as formas de auto-organização, descrevendo o raciocínio prático que envolve nos processos de decisão das estratégias utilizadas para permanecer e existir na universidade. A compreensão de universidade posta pelas estudantes, dão conta de um lugar que ao mesmo tempo que apresenta-se como um terreiro de diversidades, propício para a saída do armário, vivência e expressão das sexualidades e gêneros não-binários e normativos, é também um espaço marcado por práticas de silenciamento e invisibilização desses gêneros e sexualidades, em especial nos espaços formais de aprendizagem, a exemplo da sala de aula. As dificuldades encontradas na permanência não se limitam as questões de gênero e sexualidade e estão o tempo todo se interseccionando com seus outros marcadores de diferenciando, sendo convertidos, ora em opressões e violências, ora em privilégios e diversidade. Esse trabalho pretende falar da experiência LGBT no ensino superior na realidade específica vivenciada e elaborada pelas estudantes em questão, pode, mesmo assim, estimular discussões e debates em torno das políticas e práticas institucionais que podem e devem ser desenvolvidas para garantir a permanência qualificada e o êxito acadêmico de estudantes gays, lésbicas, travestis e transexuais que conseguirem acessar a universidade.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/22676
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