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Title: Acesso aos hospitais de referência em cardiologia: diferenças entre homens e mulheres com infarto do miocárdio
Authors: Mendes, Andreia Santos
???metadata.dc.contributor.advisor???: Mussi, Fernanda Carneiro
Keywords: Infarto do miocárdio;Acesso aos serviços de saúde;Enfermagem
Issue Date: 9-Jul-2014
Abstract: Introdução: O acesso precoce ao tratamento especializado do infarto agudo do miocárdio (IAM) pode diminuir a morbidade e mortalidade para homens e mulheres. Objetivo geral: Comparar o acesso aos serviços de saúde do SUS até a admissão em hospitais de referência em cardiologia (HRC) entre homens e mulheres com IAM. Objetivos específicos: 1. Caracterizar o acesso de homens e mulheres com IAM aos serviços de saúde até a admissão em HRC; 2. Estimar os tempos de decisão (TD), de transporte (TT), de chegada ao primeiro serviço de saúde (TCPSS), de permanência na rede de saúde (TPRS) e de chegada aos HRC (TCHRC); 3. Verificar as correlações do TD e TT com o TCPSS e do TD, TT e TPRS com o TCHRC; 4. Verificar a composição percentual do TD e do TT no TCPSS e do TD, TT e TPRS no TCHRC; 5. Verificar os fatores associados ao retardo no acesso aos serviços de saúde até a admissão nos HRC. Metodologia: Estudo exploratório, de corte transversal. Cem pessoas com IAM foram entrevistadas em dois HRC, em Salvador-BA. Na análise, empregou-se medidas descritivas, o teste Qui-quadrado de Pearson, o modelo de regressão linear robusto, o coeficiente de correlação de Pearson e o modelo bivariado e multivariado de regressão linear. A significância estatística adotada foi de 5%. Resultados: A média de idade para as mulheres foi de 59,0 anos (dp 12,10) e, para os homens, de 58,7 anos (dp 11,08). Predominaram homens; IAM com supradesnível do segmento ST (IAMCSST); idade <60 anos, procedência de Salvador/Região Metropolitana; raça/cor negra; casados/união estável; baixa escolaridade e baixa renda; pessoas com atividade laboral. A maioria teve início dos sintomas no domicílio; utilizou meios de deslocamento inadequados; não sabia aonde procurar atendimento; dirigiu-se a serviços de saúde com atendimento de urgência/emergência; recebeu a conduta atendimento, admissão e posterior transferência; foi admitida nos HRC no segundo e no terceiro atendimento e a insuficiência de recursos foi a principal razão referida para a peregrinação na rede de serviços de saúde. Dos indivíduos com IAMCSST a minoria recebeu terapias de reperfusão. OTD, TT e TCPSS foram semelhantes entre os sexos. As mulheres apresentaram TPRS e TCHRC superiores aos dos homens. Ter acionado o SAMU determinou menor TT e TPRS para as mulheres e, para os homens, menor TPRS com diferença estatística boderline. Houve apenas interação entre sexo e meio de deslocamento para o desfecho TT. O IAMCSST foi relacionado a menor TCPSS, TPRS e TCHRC em ambos os sexos, embora diferença estatisticamente significante tenha sido constatada apenas entre TCPSS e tipo de IAM para os homens. A média do TPRS foi maior para aquele(a)s que procuraram por três ou mais serviços antes da admissão nos HRC. Para ambos os sexos, o TD em relação ao TT trouxe maior contribuição na composição TCPSS; e o TPRS em relação ao TD e TT trouxe maior contribuição na composição TCHRC. Considerações finais: Constatou-se tempos elevados para os sexos, sobretudo para as mulheres. Os sexos pouco influenciaram as associações de interesse. A espera por atenção especializada foi prolongada. Esses achados consubstanciam a necessidade de rediscussão das políticas públicas de saúde no Brasil para o atendimento de homens e mulheres com IAM.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/15160
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