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Title: A artroscopia no tratamento da síndrome do os trigonum: uma revisão sistemática
Authors: Campana, Igor Gusmão
???metadata.dc.contributor.advisor???: Guedes, Alex
Keywords: Ortopedia;Tálus-ortopedia;Artroscopia - tornozelo
Issue Date: 17-Dec-2013
Abstract: A síndrome do os trigonum, ou síndrome da impactação posterior do tornozelo, é uma síndrome clínica que é tratada com descaso na prática médica diária. Esta acontece no tornozelo posterior por inflamação de partes moles, por lesões ósseas, ou como uma combinação entre os dois e usualmente leva à dor. Variações anatômicas como, por exemplo, o ossículo os trigonum, geralmente estão associadas com esse quadro. A literatura apresenta grande variação na frequência do os trigonum, variando de 1,7 a 50%. O principal mecanismo de lesão do os trigonum é a flexão plantar forçada, sendo que o trauma pode ocorrer decorrente da hiperflexão súbita ou como resultado de microtraumas repetidos. Na maior parte dos casos o tratamento conservador é suficiente, contudo, alguns casos falham nesse quisito e necessitam de cirurgia para melhora do quadro. Diversas técnicas já foram utilizadas no tratamento dessa patologia, entre elas, a artrotomia e a técnica artroscópica. Existe grande variação nas técnicas artroscópicas no que diz respeito ao acesso, entretanto, a mais utilizada nos dias atuais é a artroscopia posterior com dois acessos: um póstero-lateral e um póstero-medial, descrito inicialmente por van Dijk. Porém, os artigos que mostram as características e resultados da técnica são poucos e possuem baixa qualidade metodológica, gerando dúvidas em seus resultados. Sendo assim, o objetivo dessa revisão é comparar os diversos estudos sobre essa técnica para assim mostrar sua efetividade, melhora funcional e complicações. Foi realizado uma revisão sistemática de artigos originais incluindo todos os trabalhos realizados através da técnica de van Dijk e que contivessem as variáveis necessárias. Foram encontrados 23 artigos para análise mais minuciosa, e que após a leitura do texto completo ainda foram excluídos 17, restando apenas 6 artigos para análise. Através da comparação dos artigos foi visto que existe uma melhora clínica significativa após o tratamento com a artroscopia posterior nos pacientes com a síndrome da impactação do tornozelo posterior. Essa melhora clínica pode ser vista através da análise com o escore AOFAS, que teve uma variação pré e pós-operatório de no mínimo 14 pontos e no máximo 44 pontos. Quando comparado com as outras técnicas para tratamento da síndrome, a artroscopia posterior mostrou melhora clínica semelhante. Outro achado importante do estudo diz respeito às taxas de complicações cirúrgicas, que foi menor do que naqueles pacientes tratados com a técnica aberta. A principal complicação descrita na literatura é a lesão permanente de nervo sural. Em relação ao tempos de recuperação, a artroscopia posterior se mostrou superior, levando a um menor tempo de recuperação, deambulação precoce e maior grau de satisfação. O tempo médio de retorno às atividades variou de 6 semanas a 5,8 meses, sendo que na maioria dos estudos a variação foi entre 6 e 12 semanas.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/14211
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