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Title: Corpo educado? Percepção do risco de contrair HIV e práticas educativas entre travestis profissionais do sexo.
Authors: Santos, Ailton da Silva
???metadata.dc.contributor.advisor???: Santos, Maria Ligia Rangel
Keywords: Travesti;Prostituição;Práticas educativas;Percepção de risco;Gênero;Transvestites;Prostitution;Educational activities;Risk perception;Gender;Saude publica
Issue Date: 2007
Publisher: Programa de pós-graduação em saúde coletiva
Abstract: A AIDS, por ser uma doença incurável e passível de contágio por via sexual, vem crescentemente reavivando o tabu sexo-morte e sendo associada a comportamentos sexuais, considerados permissivos e desregrados. Tais comportamentos, assim com a idéia de decadência moral a eles vinculada, são aspectos que marcam e definem fortemente o perfil das travestis profissionais que, em sua maioria, vivem da prestação de serviços sexuais. Por meio de práticas homossexuais desprotegidas e da prostituição, esse grupo social minoritário se expõe constantemente ao risco de infecção pelo HIV/AIDS, dentre outros. Nesse contexto, muitas ONG surgiram para defender os direitos humanos e promover atividades educativas relacionadas à prevenção das DST/AIDS, algumas das quais enfocam a problemática das travestis que se prostituem. O objetivo da presente pesquisa é conhecer quais os sentidos que as travestis profissionais do sexo atribuem às práticas educativas das quais participam em relação ao risco de contrair HIV/AIDS nas suas atividades sexuais. Nossa pesquisa foi desenvolvida numa ONG localizada na cidade de Salvador, na Bahia, entre travestis que se prostituem. Mediante uma abordagem etnográfica, combinando técnicas de observação participante e entrevistas semiestruturadas, 10 travestis foram entrevistadas, sendo 02 educadoras e 08 participantes das atividades educativas. Elegeram-se categorias teóricas e empíricas por cujo intermédio emergiram, dos discursos dos sujeitos, os sentidos que estes atribuíam às práticas educativas bem como suas percepções de risco. Os sujeitos da pesquisa consideraram as práticas educativas como adequadas aos seus repertórios interpretativos e por isso, culturalmente sensíveis. Os riscos enfrentados na prostituição foram percebidos como múltiplos, sendo a violência policial identificada como o principal deles. O risco de contrair HIV/AIDS aparece como mais um destes riscos, porém a sua priorização, na hierarqu a pessoal do sujeito, depende das necessidades que lhe são impostas pela sobrevivência e pela sua percepção do risco de morte imediata. Depreendese da pesquisa e do contato com os sujeitos que a principal contribuição da ONG pesquisada consistiu em prover às travestis um espaço-tempo de reflexão sobre as vicissitudes do seu cotidiano, permitindo-lhes construir formas compartilhadas de enfrentamento da AIDS.
Description: p. 1-144
URI: http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/10298
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