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    <title>Análise de redes sociais e processos de integração grupal: avaliando os impactos da política afirmativa de cotas em uma universidade pública</title>
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    <description>Título: Análise de redes sociais e processos de integração grupal: avaliando os impactos da política afirmativa de cotas em uma universidade pública
Autor(es): Bastos, Antônio Virgílio Bittencourt; Ribeiro, Elisa Maria Barbosa de Amorim; Peixoto, Adriano de Lemos Alves; Miranda, José Garcia Vivas; Cruz, Flávia Vitória; Amaral, Lorene Luize Lisboa; Oliveira, Ludmila Maria Góes; Arruda, Monalisa; Souza, Verônica Andrade Souza
Abstract: As universidades públicas no Brasil tem progressivamente aderido à política afirmativa de cotas com o objetivo de ampliar o contingente de grupos minoritários no ensino superior. Apesar da inserção assegurada pelo vestibular, o processo de integração dos cotistas na universidade ainda está por acontecer. No contexto universitário, torna-se preciso conhecer os impactos da adesão ao sistema de cotas e compreender como os atores universitários (professores, funcionários, estudantes) a favor ou contra as cotas têm convivido e quais as consequências deste padrão de interação para a permanência do cotista e a sua inclusão pela comunidade universitária. Estudos capazes de associar mapeamentos das relações entre cotistas e não cotistas e representações sobre a política de cotas podem trazer contribuições interventivas ao problema da integração de estudantes cotistas na universidade, embasando a implementação de ações favoráveis a consolidação deste processo de inclusão. A teoria de Redes Sociais permite compreender elementos estruturais e da dinâmica relacional de atores. Este estudo analisou padrões de interação entre estudantes cotistas e não cotistas em diferentes cursos de graduação da UFBA e a percepção destes sobre a interação e suas influências na vivência acadêmica. Através de um questionário semi-estruturado, foram mapeadas as relações de amizade, informação, lacuna e rejeição entre 1086 estudantes cotistas e não cotistas em cursos da UFBA de alta e baixa concorrência, no primeiro, terceiro e quinto semestres (corte transversal).  Foram realizados três grupos focais sobre as cotas na UFBA, no curso e na turma. Os participantes foram estudantes de cursos de alta concorrência da área de humanas. Os resultados indicam maior tendência à separação entre os grupos nos cursos de alta concorrência e nas redes de amizade e informação. Quando observadas por subgrupos, os não cotistas apresentam maior endogenia no grupo, principalmente nos cursos de alta concorrência. Ao refletir sobre a interação entre os dois grupos, a separação na turma é mais percebida pelos alunos cotistas. No discurso dos não cotistas esta distinção aparece com maior frequência em relatos sobre outros cursos e no trato dos professores com alunos cotistas. Em geral os estudantes consideram que é papel da universidade atuar no processo de integração dos alunos e avaliam como relevante explicitar questões veladas no debate sobre políticas afirmativas. Como organização, a universidade precisa gerir a implementação das cotas como uma mudança de cultura organizacional de maneira a viabilizar uma convivência favorável a todos.
Tipo: Relatório de Pesquisa</description>
    <dc:date>2014-08-15T00:00:00Z</dc:date>
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