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  <title>DSpace Coleção:</title>
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  <updated>2026-05-04T04:59:10Z</updated>
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    <title>Albert Camus: ética do Absurdo</title>
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      <name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
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    <updated>2026-02-24T15:39:42Z</updated>
    <published>2004-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Albert Camus: ética do Absurdo
Autor(es): Leite, José Lourenço Araújo
Abstract: A literatura camusiana não constrói altares de culto aos deuses nem aos heróis; não elabora discursos retóricos em prol da verdade; não cria Quimeras nem Esfinges que coloquem em risco a sobrevivência dos transeuntes da existência; não fortifica as ideologias totalitárias nem as ditas democráticas; não escreve tratados da existência como manuais de sobrevivência na selva da urbanidade moderna; não faz escatologia da existência humana para agradar ao Vaticano; não prega o Evangelho Segundo São Paulo; não promete a salvação eterna em troca de dízimos diários; não defende a construção do Novo Éden nos Jardins do Paraíso Terrestre; não antropomorfiza Deus; não categoriza o “real” nos moldes da razão cartesiana nem da kantiana; não promete salvação para o homem como mérito da existência; não registra em cartório humano a felicidade como herança; não espera que a inocência seja justificada perante os crimes de lógica; não adere a nenhuma doutrina que mostre a causa da peste; não se filia a nenhum partido que prometa acabar com a miséria no mundo; não aceita as injustiças do mundo nem a justiça divina para garantir a justiça. Todavia, possui a mesma confiança de Prometeu no homem. &#xD;
Ao elaborar as prerrogativas do absurdo vividas em sua época, conduz a humanidade a refletir sobre a verdade que estava presa na ignorância. Não é por acaso que ele elege dois heróis gregos para poderem expressar sua indignação diante da redução do humano às divindades. Prometeu, filiado ao partido da existência humana e Sísifo, condenado eterno do cotidiano que, em meio à tarefa de repetição, supera seus algozes divinos. Juntamente com esses heróis Camus traz de volta a esperança perdida das “primaveras do mundo” em que o homem era humano. Quiçá, seja o maior desafio de sua obra: ser a porta voz da humanidade sem voz, daquela que geme no silêncio de suas falas o mais profundo e fiel sentimento de revolta contra a usurpação da vida que só pode ser recuperada graças à presença do Sol.&#xD;
A realização desse enlace com o mundo, portanto, faz de Camus, muito mais que um homem de seu tempo, um homem que transpõe as barreiras de sua atualidade quando retorna ao próprio mundo em que está inserido e revigora-o sob a égide da pura existência, isto é, sob o sol. Como testemunha de uma época em que o homem está em profunda crise de identidade, Camus brota dos escombros de uma sociedade esvaziada de valores e impregnada de silogismos individualistas em que até a inocência é evocada a se justificar. &#xD;
O autor
Tipo: Livro</summary>
    <dc:date>2004-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Do Simbólico ao Racional - Ensaio sobre a Gênese da Mitologia Grega como Introdução à Filosofia</title>
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      <name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
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    <updated>2022-07-05T17:03:47Z</updated>
    <published>2001-08-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Do Simbólico ao Racional - Ensaio sobre a Gênese da Mitologia Grega como Introdução à Filosofia
Autor(es): Leite, José Lourenço Araújo
Abstract: O homem de toda época e de toda cultura sempre esteve às voltas com algo que o ultrapassa. Trazer, portanto, o desconhecido para o âmbito da compreensão é tarefa da racionalidade humana. Enquanto isso não ocorre, tudo passa a ser mistério, incógnita, enigma, ausência, ocultamento, noite, escondido, velado, bizarro, indiferença. Mas, muito embora esse desconhecido discorra em sua mudez, até que se possa capturá-lo, o mito sacia o coração humano pela demonstração do mistério em sua linguagem simbólica. Através dela pode-se apreender o inefável e trazê-lo para próximo do intelecto. A tentação será de sempre querer aprisioná-lo como um escravo nas masmorras do castelo da razão. Agrilhoado e a mercê do domínio do conhecimento, o homem tem se dado conta que, mesmo em meio a todas as possibilidades de objetivação do real, algo permanece oculto e indecifrável. Porém, o conforto da falta da presença da totalidade do real é sentido pelo corpo humano que também pode acolher o indescritível. Essa linguagem dos sentimentos, do tato, da dor ou da esperança, pode-se encontrar no mito e em suas narrativas aparentemente absurdas. Daí não se pode entender os mitos ao pé da letra, como se fosse um tratado teórico científico. Toda a linguagem mítica é destituída de objetividade real. As idéias e os conceitos apresentam-se como signos imagísticos da realidade concreta, pretendendo-se sempre revelar algo de outro. Ou seja, o mito é sempre a alegorização do real — quer dizer sempre uma outra coisa. Seu sentido, portanto, está fora dele. Habita em outro lugar onde somente a razão pode encontrá-lo. Esse intento do mito assemelha-se, por sua vez, ao que se produz através da linguagem poética. Mito e Poesia sempre estiveram juntos e permanecerão interdependentes porque um é a fonte onde se bebe o real e o outro é a sua linguagem mais apropriada. 
Este ensaio, fruto de cursos e mini-cursos ministrados ao longo dos últimos anos para alunos, professores e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, reflete, ainda que sumariamente, uma tentativa de resgate do conhecimento mítico como propedêutico da compreensão do mundo em que se vive.
Editora / Evento / Instituição: EGBA
Tipo: Livro</summary>
    <dc:date>2001-08-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Albert Camus: o epígono do absurdo</title>
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      <name>Leite, José Lourenço Araújo</name>
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    <updated>2022-07-05T17:05:17Z</updated>
    <published>2003-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Albert Camus: o epígono do absurdo
Autor(es): Leite, José Lourenço Araújo
Abstract: Ao se pretender entrar na esfera do Absurdo, de mãos dadas com Albert Camus, fora, deste ponto de vista, uma das experiências mais cruciantes e mais solitárias, contudo, de profunda analogia com a realidade do cotidiano. O Absurdo, como Quimera do mundo, engendra a real possibilidade de unificá-lo e nomeá-lo na esfera do humano. Entre o mundo e o homem, o Absurdo camusiano adquire realidade como tiers exclu  da consciência, figurando-se como realidade simbólica. Com efeito, seu entendimento só poder se dar pela intuição. Realidade e efeito remetem ao terceiro elemento e criam a novidade do mundo na consciência. Sintoma, portanto, da experiência do homem no mundo, deixando fora toda e qualquer realidade que não provenha dessa experiência.
Editora / Evento / Instituição: Quarteto Editora
Tipo: Capítulo de Livro</summary>
    <dc:date>2003-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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