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    <title>A evolução da esquistossomose mansônica, nos últimos 40 anos, na população de Catolândia – Bahia (Brasil)</title>
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      <name>Tavares-Neto, José</name>
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    <updated>2026-01-05T14:57:02Z</updated>
    <published>2016-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: A evolução da esquistossomose mansônica, nos últimos 40 anos, na população de Catolândia – Bahia (Brasil)
Autor(es): Tavares-Neto, José
Abstract: A evolução da esquistossomose mansônica, nos últimos 40 anos, na população de&#xD;
Catolândia – Bahia (Brasil). As taxas de prevalência e de incidência da infecção por&#xD;
Schistosoma mansoni, agente etiológico da esquistossomose mansônica (EM), tiveram&#xD;
grande redução com a introdução, na década 70 do Século XX, da terapêutica específica&#xD;
pela via oral; e, consequentemente, houve impactante redução daquelas taxas das formas&#xD;
mais graves da EM. O Projeto Catolândia teve início, em 1976, quando aquela terapêutica&#xD;
oral, com oxamniquine, havia sido recentemente introduzida no Brasil. Este trabalho&#xD;
avalia a evolução da esquistossomose mansônica nos moradores do município de&#xD;
Catolândia (Bahia), incluídos neste estudo entre os anos de 1975 a 1993, e acompanhados&#xD;
até o ano de 2015. Nesses 40 anos, os moradores foram acompanhados com exames&#xD;
clínicos e coproparasitológicos, periódicos, e introduzidas medidas de controle e&#xD;
preventivas. Entre 1976 a 1993, houve 10 tratamentos em massa com oxamniquine; e de&#xD;
1994 a 2015, baseado no programa de vigilância clínica e parasitológica, os portadores&#xD;
de ovos de S. mansoni foram tratados com praziquantel. Após o 3º tratamento em massa,&#xD;
em 1985, não mais foram observados novos casos da forma hepatoesplênica (HE) da EM,&#xD;
e, a qualquer tempo, em menores de cinco anos de idade. Antes do 1º tratamento em&#xD;
massa, em outubro de 1976, mais de dois terços (76,3%) da população de Catolândia eram&#xD;
portadores de ovos de S. mansoni, enquanto entre os anos de 2014 a 2015 essa mesma&#xD;
frequência foi inferior a 5%, além da acentuada diminuição da carga parasitária. Nos 646&#xD;
moradores matriculados entre 1975 a 1993, incluídos neste estudo, todos foram tratados&#xD;
três ou mais vezes com oxamniquine, e em 2015 tinham 22 ou mais anos de idade.&#xD;
Aqueles até 1993 com idade ≤5 anos de idade (n=137), todos em 2015 tinham a forma&#xD;
clínica hepatointestinal (HI) ou não foram infectados por S. mansoni. Enquanto entre&#xD;
aqueles maiores de 5 anos de idade (n=509), em 1993, até o ano 2015: quatro (0,8%)&#xD;
evoluíram da forma HI para a hepatointestinal avançada (HI-A); quatro (0,8%) com a&#xD;
forma HE foram esplenectomizados; 17 (3,3%) com a forma HE tiveram regressão para&#xD;
a forma HI; 18 (3,6%) evoluíram da forma HI-A para HI; 23 (4,5%) permaneceram ao&#xD;
longo do tempo com a forma HI-A; 27 (5,3%) evoluíram da forma HE para HI-A; 31&#xD;
(6,1%) mantiveram-se na forma HE; e a maioria (n=385; 75,6%) desde o exame inicial&#xD;
(entre 1976 a 1993) até 2015 permaneceu na forma HI ou não foi infectada por S. mansoni.&#xD;
Não obstante estes resultados promissores, as condições de vida da população de&#xD;
Catolândia, mesmo com as melhorias nas duas últimas décadas, ainda não foram&#xD;
suficientes para tornar a infecção por S. mansoni de menor risco, bem como daquelas&#xD;
doenças associadas à pobreza, especialmente em decorrência das dificuldades inerentes&#xD;
às medidas preventivas por conta dos baixos indicadores do sistema de educação formal.
Tipo: Tese</summary>
    <dc:date>2016-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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